O inquérito de Lulinha voltou ao centro do debate político após a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmar que setores da Polícia Federal (PF) estariam tentando interferir nas eleições presidenciais de 2026. A declaração foi feita pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, que também coordena a campanha de reeleição de Lula em São Paulo.
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Segundo o advogado, os recentes pedidos de abertura de investigações contra Lulinha geram preocupação e, na avaliação da defesa, refletem disputas internas na Polícia Federal. Apesar das críticas, Carvalho ressaltou que mantém confiança no diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
Inquérito de Lulinha foi autorizado pelo STF
Na sexta-feira (31), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva. A apuração foi solicitada pela Polícia Federal e tramita sob sigilo.
De acordo com informações confirmadas ao SBT News por interlocutores, a investigação apura uma suposta prática de tráfico de influência envolvendo a relação entre Lulinha e o empresário Cleber Ribas de Oliveira.
Conforme a investigação, a Polícia Federal identificou indícios de possíveis irregularidades na relação entre os dois. Segundo os investigadores, o empresário teria buscado fechar contratos com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados da Previdência Social.
Ainda conforme a apuração, Oliveira, sócio da empresa de tecnologia 3STRUCTURE IT, teria custeado despesas de Lulinha em troca de uma suposta atuação para facilitar negociações junto ao governo federal. O caso permanece em investigação e ainda não há decisão judicial sobre o mérito das acusações.
Defesa critica investigação
Marco Aurélio Carvalho afirmou que não atribui as ações à instituição como um todo. Segundo ele, apenas determinados setores da Polícia Federal estariam conduzindo iniciativas que, na visão da defesa, poderiam influenciar o cenário eleitoral.
O advogado argumentou que a autonomia da Polícia Federal foi restabelecida durante o atual governo e sustentou que isso permite a atuação independente de seus integrantes. Ao mesmo tempo, ele criticou a gestão anterior, afirmando que a corporação teria sofrido interferências políticas.
Enquanto isso, o novo inquérito segue sob sigilo no Supremo Tribunal Federal. Dessa forma, os detalhes da investigação permanecem restritos às partes envolvidas e às autoridades responsáveis pelo caso.
