As visitas em Alcaçuz foram suspensas na manhã desta segunda-feira (3), provocando revolta entre familiares de detentos que chegaram à Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. Muitos visitantes afirmaram que viajaram do interior do Rio Grande do Norte e gastaram o que tinham para realizar a visita, mas foram surpreendidos com a proibição.
Na semana passada, após a fuga de 11 presos do Presídio Rogério Coutinho Madruga, a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) havia suspendido as visitas apenas no Pavilhão 5 da unidade. Entretanto, desta vez, a medida também atingiu os internos e familiares do Pavilhão 4.
Familiares reclamam de falta de aviso
Segundo relatos de familiares, a suspensão ocorreu sem comunicação prévia. Além disso, muitas pessoas disseram ter percorrido longas distâncias até a unidade prisional.
Por isso, a decisão gerou insatisfação entre os visitantes, que aguardavam o horário de entrada para encontrar os parentes custodiados.
DGPP atribui suspensão à ação sindical
Em nota, a Diretoria-Geral da Polícia Penal (DGPP) informou que a autoridade competente para determinar a suspensão das visitas sociais é o Juíz da Execução Penal.
De acordo com a DGPP, a não realização das visitas no Pavilhão 4 nesta segunda-feira decorreu de uma ação promovida pelo Sindicato dos Policiais Penais. Ainda segundo o órgão, a iniciativa ocorreu sem determinação da Diretoria-Geral e comprometeu a rotina da unidade, incluindo o acesso dos familiares aos internos.
A DGPP também informou que está adotando as medidas administrativas cabíveis e comunicando o caso aos órgãos competentes para as providências necessárias.
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