A Justiça do Rio de Janeiro tornou réus, nesta quarta-feira (5), Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, acusados de matar o próprio filho recém-nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Além disso, o casal responderá por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, depois que a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo o MPRJ, o bebê nasceu com vida e, logo após o parto, o casal provocou a asfixia da criança. Em seguida, Larissa e Bruno colocaram o corpo em sacolas plásticas, junto com uma camiseta, e enterraram o recém-nascido nos fundos da residência. De acordo com a denúncia, os dois tentaram dificultar a localização do corpo e esconder o crime.
Casal continua preso
Larissa e Bruno permanecem presos preventivamente desde o fim de julho. Agora, com o recebimento da denúncia, eles passam à condição de réus e responderão ao processo criminal. No entanto, ambos continuam com direito à ampla defesa e ao contraditório durante toda a ação penal.
Ministério Público aponta homicídio qualificado
Na denúncia, o Ministério Público enquadrou o caso como homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia e por a vítima ter menos de 14 anos. Além disso, o órgão denunciou o casal pelo crime de ocultação de cadáver.
Segundo a investigação, o casal agiu para evitar as responsabilidades relacionadas à maternidade e à paternidade. Ainda conforme o MPRJ, essa motivação também aparece nos depoimentos prestados durante o inquérito policial.
Atendimento médico revelou o caso
As investigações começaram quando Larissa procurou atendimento médico por apresentar complicações após o parto. Durante o atendimento, uma profissional de saúde identificou sinais recentes da gestação e perguntou onde estava o bebê. Diante da resposta, a equipe acionou imediatamente a Polícia Civil.
Logo depois, os investigadores iniciaram as diligências e localizaram o corpo da criança enterrado no imóvel onde o casal morava.
Processo segue para a fase de instrução
Com a aceitação da denúncia, o processo entra na fase de instrução criminal. Nessa etapa, a Justiça ouvirá testemunhas, analisará as provas reunidas pela investigação e garantirá que a defesa apresente sua versão dos fatos.
Por fim, o Judiciário decidirá se Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva irão a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável pelos crimes dolosos contra a vida. Até lá, os dois permanecem na condição de réus e aguardam o andamento do processo.
