O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (7) que o fim da escala 6×1 é a principal prioridade do governo federal no Congresso Nacional. Além disso, ele defendeu que a proposta seja votada pelo Senado antes das eleições e pediu que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), destrave a tramitação da PEC.
Segundo Boulos, o governo pretende intensificar a articulação política nas próximas semanas para acelerar a análise do texto. De acordo com o ministro, adiar a votação para depois do pleito pode dificultar a aprovação da proposta.
Governo considera fim da escala 6×1 prioridade
Durante declaração em São Paulo, Boulos afirmou que a proposta tem respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocupa o primeiro lugar entre as pautas defendidas pelo Executivo neste semestre legislativo.
Além disso, o ministro destacou que outras matérias seguem em discussão, como a PEC da Segurança Pública e projetos ligados aos minerais críticos. No entanto, reforçou que o fim da escala 6×1 permanece como prioridade política do governo.
Pressão sobre o Senado
Boulos também cobrou uma definição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a PEC avance na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Atualmente, a proposta aguarda despacho para iniciar sua tramitação na Casa.
O ministro afirmou que ainda não existe um acordo formal entre Lula e Alcolumbre para destravar o texto. Mesmo assim, disse esperar que as negociações avancem nas próximas semanas.
Ministro rejeita transição longa
Outro ponto defendido por Boulos foi o prazo para implementação das mudanças na jornada de trabalho.
Segundo ele, uma eventual fase de transição superior a um ano não é aceitável para o governo. Na avaliação do ministro, a redução da jornada deve ocorrer em prazo mais curto caso a proposta seja aprovada pelo Congresso.
Proposta ainda aguarda votação
A PEC que altera a jornada de trabalho já avançou na Câmara dos Deputados e agora depende da análise do Senado. Entretanto, a matéria segue parada desde maio e ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação em plenário.
