Um médico preso em SP nesse sábado (8) é investigado por suspeita de estupro de vulnerável dentro do apartamento de uma colega, na região central da capital paulista. O homem, identificado como Thiago Barreto Marques da Silva, de 44 anos, é anestesiologista e trabalhava com a mulher.
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Segundo o boletim de ocorrência, a vítima havia combinado de almoçar com o suspeito para comemorar a publicação de artigos. Antes de seguirem para o apartamento, os dois teriam comprado bebidas alcoólicas.
De acordo com o relato apresentado à polícia, o suspeito teria recomendado o uso de LSD. A mulher afirmou que aquela teria sido sua primeira experiência com a substância. Posteriormente, ela relatou não se lembrar de toda a sequência dos acontecimentos.
A vítima informou à polícia que sua última lembrança clara antes de apresentar alteração de consciência ocorreu no banheiro do imóvel. Depois, ela teria recuperado parte da consciência ao ouvir o alarme do celular, que a lembrava do horário de um medicamento.
Médico preso em SP é investigado
Após recuperar parte da consciência, a mulher procurou o telefone para pedir ajuda à mãe e a uma amiga. Segundo o relato, ela também percebeu mudanças em suas roupas e informou às autoridades que tinha lembranças fragmentadas do período em que estava desorientada.
A vítima relatou ainda ter recordações incompletas de uma possível tentativa de relação sexual. No entanto, a polícia deverá reunir exames, depoimentos e outros elementos para esclarecer o que ocorreu no apartamento.
Amiga acionou a polícia
Uma amiga da vítima, que também trabalhava com ela em um hospital na Mooca, contou à polícia que recebeu uma ligação por volta das 21h. Em seguida, recebeu uma mensagem com um pedido de ajuda e foi até o apartamento.
Quando chegou ao imóvel, a amiga encontrou policiais militares e o suspeito no local. Segundo o depoimento, Thiago apresentava fala desconexa. A testemunha, contudo, afirmou que não poderia descartar a possibilidade de que ele estivesse simulando alteração.
A amiga também relatou que a vítima apresentava dores na região íntima. Por isso, a mulher recebeu atendimento médico para avaliação e realização dos exames necessários.
Investigação continua
A policial militar responsável pela ocorrência informou que não presenciou os fatos. Segundo ela, a vítima apresentava sinais de alteração do estado de consciência e não conseguia detalhar o ocorrido naquele momento.
Depois disso, a mulher foi encaminhada ao Hospital da Mulher, onde recebeu atendimento e passou por exames.
As autoridades deverão analisar os depoimentos, os resultados dos exames e demais elementos reunidos durante a investigação. O suspeito foi preso em flagrante, e o caso seguirá sob apuração da polícia.
