Subtítulo: Presidente do Banco Central confirmou que recebeu intimação e deve prestar depoimento como testemunha no início de outubro.
Gabriel Galípolo confirmou nesta quinta-feira (24) que recebeu uma intimação da Polícia Federal (PF) para prestar depoimento como testemunha na investigação sobre o Banco Master. Segundo o presidente do Banco Central, a oitiva deve ocorrer no início de outubro.
Durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária, Galípolo afirmou que não se lembra da data exata marcada pela PF. No entanto, disse que permanece à disposição para prestar os esclarecimentos solicitados.
“Estou sempre à disposição”, afirmou o presidente do Banco Central.
Galípolo vai depor como testemunha
A Polícia Federal convocou Galípolo para prestar depoimento na condição de testemunha. Além dele, a corporação também chamou outras autoridades e executivos para falar sobre o caso.
Entre os convocados estão Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central; Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC; e André Esteves, controlador do BTG Pactual.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, a PF pretende realizar os depoimentos por videoconferência. Dessa forma, os investigadores poderão ouvir os envolvidos sobre informações relacionadas à fiscalização e às operações do Banco Master.
Investigação apura atuação de ex-servidores
A investigação da PF apura a atuação de ex-servidores do Banco Central em questões relacionadas ao Banco Master, que tinha Daniel Vorcaro como controlador.
Além disso, os investigadores analisam suspeitas de que antigos funcionários do BC teriam favorecido interesses ligados ao banco. Entre os pontos apurados está o possível repasse de informações relacionadas à fiscalização.
As defesas dos envolvidos negam irregularidades e contestam as suspeitas apresentadas na investigação. Por isso, os depoimentos devem ajudar a esclarecer o que cada autoridade e executivo sabe sobre os fatos investigados.
Outros depoimentos
A PF também convocou Roberto Campos Neto e André Esteves para prestar esclarecimentos como testemunhas. Ailton de Aquino, por sua vez, deverá falar novamente aos investigadores.
Nesse contexto, Galípolo afirmou que já prestou esclarecimentos anteriormente e reforçou que está disponível para colaborar com a investigação.
Por enquanto, o presidente do Banco Central não informou a data exata do depoimento. A previsão, porém, é que a oitiva ocorra no início de outubro.

























































