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TSE nega ataque hacker em filiação de Flávio ao Missão

Prédio oficial da Corte Eleitoral do Brasil em Brasília, capital | Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta quinta-feira (13) que um ataque hacker tenha provocado a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido Missão. Segundo a Corte, alguém que possuía credenciais da legenda utilizou indevidamente a ferramenta de filiação partidária.

Dessa forma, o TSE descartou uma invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral. A Corte informou ainda que o registro ocorreu por meio de credenciais vinculadas ao próprio Missão.

TSE manda investigar o caso

Diante do episódio, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária. Além disso, Nunes Marques encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para que o órgão adote as medidas necessárias.

O TSE também informou que o Partido Liberal apresentou um pedido para retirar Flávio Bolsonaro do quadro de filiados do Missão. Agora, a Corte analisa o pedido.

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Enquanto isso, a investigação deverá identificar quem utilizou as credenciais da legenda e em quais circunstâncias ocorreu o registro.

Flávio apareceu como filiado ao Missão

A mudança ocorreu na quarta-feira (12). Conforme os registros da Justiça Eleitoral, Flávio deixou de constar como filiado ao PL e passou a integrar o Missão na mesma data. A alteração também impediu, naquele momento, o registro da candidatura de Flávio à Presidência pelo Partido Liberal.

O problema surgiu quando a equipe do senador tentou registrar a candidatura presidencial. No sistema eleitoral, porém, Flávio aparecia vinculado ao Missão, partido que já lançou Renan Santos para a disputa presidencial.

Por isso, a situação gerou um impasse para a candidatura. Além disso, o prazo para o registro das candidaturas termina neste sábado (15).

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Missão nega participação

O partido Missão afirmou que não tem interesse na filiação de Flávio Bolsonaro e classificou o episódio como uma fraude. A legenda também informou que tentou cancelar o registro e comunicou o caso às autoridades.

Por outro lado, a campanha de Flávio também considera o registro fraudulento. A equipe jurídica do senador pediu ao TSE o cancelamento da filiação ao Missão e o retorno do vínculo com o PL.

Agora, a investigação deverá esclarecer quem realizou a operação. Além disso, o procedimento poderá apontar como as credenciais do Missão chegaram a quem fez o registro.

Até a conclusão da apuração, portanto, o TSE mantém a versão de que não houve ataque hacker contra seus sistemas. A Corte aponta, especificamente, o uso indevido da ferramenta por alguém que tinha credenciais da legenda.

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