Os professores da rede municipal de ensino de Natal decidiram manter a greve após uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinar o retorno imediato dos educadores às salas de aula. A decisão partiu do desembargador Glauber Rêgo e prevê multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
A categoria realizou uma assembleia nesta segunda-feira (17) e decidiu continuar o movimento. Antes disso, os professores participaram de um ato em frente à sede do sindicato, na avenida Rio Branco, em Natal, com caminhada rumo à sede da prefeitura, na Cidade Alta.
Durante a assembleia, os educadores avaliaram a decisão judicial e optaram pela continuidade da paralisação. Assim, a categoria pretende manter a mobilização mesmo diante da determinação do TJRN.
Os professores afirmam que a greve ocorre por falta de avanço nas negociações com a Prefeitura de Natal. Segundo o sindicato, a categoria busca uma solução para as reivindicações salariais.
O sindicalista Miguel Salustiano, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN), afirmou que a decisão de manter a greve não representa um enfrentamento ao Judiciário. “Não é uma decisão contra o Judiciário, e sim em função da Prefeitura, que negou a negociar. Queremos negociar, a Prefeitura não reconhece os problemas que a categoria enfrenta.”
Categoria cobra reajuste salarial
Entre as principais reivindicações dos professores está a recomposição salarial de 4,6%. A categoria também afirma que as perdas acumuladas ao longo dos anos chegam a aproximadamente 60%.
Por isso, os profissionais defendem a abertura de novas negociações com a Prefeitura de Natal. Além disso, os professores realizaram um ato em frente à sede do Executivo municipal. Segundo a categoria, a mobilização continuará enquanto não houver avanço nas tratativas.
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