A Cúpula do BRICS começa neste sábado (12), em Nova Déli, capital da Índia. O encontro reúne representantes dos países que integram o bloco de cooperação econômica e geopolítica entre nações emergentes.
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Atualmente, o BRICS reúne 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã e Rússia. No encontro, o Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Além disso, a programação começou antes da abertura oficial. Na véspera, as delegações participaram do Fórum Empresarial do BRICS. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também posou para uma fotografia ao lado de representantes dos demais países do grupo.
Cúpula do BRICS reúne principais economias emergentes
O discurso de abertura do evento foi realizado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na ocasião, o líder russo afirmou que concorrentes ocidentais do BRICS tentam recuperar uma suposta “antiga liderança” econômica de maneira que classificou como inadequada.
Segundo Putin, potências ocidentais estariam recorrendo à destruição de instalações e gasodutos, além da apreensão de embarcações, para preservar sua influência econômica. As declarações ocorrem em meio às tensões provocadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Moscou iniciou a invasão da Ucrânia em 2022 e mantém o conflito desde então. O governo russo reivindica territórios ucranianos e se opõe à entrada de Kiev na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar formada por países ocidentais.
A guerra também ampliou as tensões entre a Rússia e a União Europeia. França, Reino Unido e Alemanha estão entre as principais potências europeias que adotaram medidas e manifestações políticas em resposta às ações de Moscou.
Peso econômico e populacional
O BRICS possui forte peso demográfico e econômico no cenário internacional. Juntos, os 11 países-membros representam quase metade da população mundial.
Além disso, o grupo responde por cerca de 30% da economia global e aproximadamente um quinto do comércio mundial. Por isso, as discussões realizadas durante a cúpula podem repercutir em temas como comércio internacional, investimentos, desenvolvimento e relações entre países emergentes.
























































