O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a citar a promessa de US$ 5 mil aos americanos caso o Partido Republicano mantenha o controle do Congresso após as eleições de meio de mandato – conhecidas como midterms. Segundo ele, o pagamento seria “fácil” devido ao arrecadamento do país.
“É fácil se os republicanos vencerem. US$ 5 mil para todos os adultos do país. Podemos arcar com isso facilmente porque estamos arrecadando muito dinheiro”, disse Trump, durante visita à Irlanda, no domingo (13). “Os democratas não podem fazer essa promessa porque tudo iria de mal a pior imediatamente. Eu fiz essa promessa. Eu sempre cumpro minhas promessas”, acrescentou.
A promessa foi feita na última quarta-feira (9), durante convenção do Partido Republicano em Dallas, no Texas. Na data, Trump afirmou que concederia um dividendo de US$ 5 mil a cada cidadão adulto norte-americano caso os republicanos continuassem como maioria na Câmara e no Senado após as eleições de meio de mandato, em novembro.
“[Os dividendos] seriam muito parecidos com uma empresa bem-sucedida que faz uma distribuição de dinheiro para seus acionistas”, disse o presidente, acrescentando que a única ressalva seria gastar o dinheiro nos Estados Unidos.
Especialistas estimam que a proposta pode custar mais de US$ 1 trilhão aos cofres públicos, o que ampliaria a pressão sobre o déficit orçamentário anual dos Estados Unidos, de quase US$ 1,8 trilhão, alimentando preocupações com a inflação. O presidente, no entanto, argumenta que o pagamento seria viável já que o país está “gerando trilhões de dólares em desenvolvimento econômico, investimentos e puro sucesso”.
Proposta é legal?
Comprar diretamente o voto de uma pessoa é considerado crime federal nos Estados Unidos. O U.S. Code proíbe oferecer dinheiro a alguém para votar, deixar de votar ou escolher determinado candidato, com punição de até dois anos de prisão.
A promessa de Trump, contudo, é juridicamente diferente. O pagamento anunciado não depende do voto individual, mas sim do resultado das eleições. Assim, todos os eleitores seriam beneficiados, independentemente de quem votaram.
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