O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu neste sábado (19) uma enquete sobre o nome da inteligência artificial. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que considera o termo atual impreciso e pouco elegante para descrever o avanço da tecnologia.
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Na publicação, o presidente apresentou três alternativas para substituir a expressão “inteligência artificial”. As opções são “Inteligência Superior” (SI), “Inteligência Extrema” (EI) e “Inteligência Suprema” (SI).
Além disso, Trump classificou a expansão da tecnologia como uma “revolução” e pediu que os usuários participassem da votação. A enquete, no entanto, não representa até o momento uma proposta oficial de alteração da terminologia utilizada pelo governo dos Estados Unidos ou pelo setor de tecnologia.
Nome da inteligência artificial entra no debate
Trump não apresentou, na publicação, um plano para implementar uma eventual mudança de nomenclatura. Também não indicou que órgãos do governo ou empresas de tecnologia estejam conduzindo um processo formal para substituir o termo atualmente utilizado.
A inteligência artificial reúne tecnologias capazes de executar tarefas que envolvem análise de dados, geração de conteúdo, tradução, reconhecimento de padrões e elaboração de previsões. Por isso, o termo é utilizado atualmente em diferentes áreas da ciência, da indústria e dos serviços.
A nova manifestação ocorre em meio a um debate mais amplo sobre o ritmo de desenvolvimento e os riscos associados à IA. Nas últimas semanas, executivos e pesquisadores do setor passaram a discutir medidas de segurança e formas de acompanhar o avanço das capacidades dos modelos.
Debate sobre riscos da IA
Nesse contexto, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu uma redução no ritmo de avanço das capacidades dos modelos de inteligência artificial. Em texto publicado em setembro, ele propôs medidas para permitir que mecanismos de segurança acompanhem o desenvolvimento da tecnologia.
Amodei afirmou que o avanço acelerado pode dificultar o controle e a compreensão dos sistemas. Além disso, defendeu a atuação de avaliadores independentes, a criação de padrões de segurança entre empresas e a cooperação internacional.
O debate também envolve diferentes posições dentro do setor. Enquanto alguns executivos defendem maior cautela no desenvolvimento dos modelos, outros destacam a necessidade de manter o ritmo de inovação e a competitividade tecnológica.
