O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa sexta-feira (18) que não concorda com a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Durante um evento no Rio de Janeiro, Lula rebate Trump ao diferenciar a classificação adotada pelo governo norte-americano da forma como o Brasil trata as organizações criminosas.
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As declarações ocorreram durante uma cerimônia voltada a ações integradas de combate ao crime organizado. Na ocasião, Lula afirmou que o governo federal pretende ampliar a atuação das forças de segurança e declarou que é compromisso do Executivo combater o domínio de organizações criminosas no Rio de Janeiro.
Os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras em junho de 2026. A medida partiu do governo de Donald Trump e ampliou as possibilidades de aplicação de sanções norte-americanas contra os grupos.
Lula rebate Trump durante evento de segurança
Durante o discurso, Lula afirmou que não aceita tratar as facções brasileiras como organizações terroristas. O presidente também associou o termo “terrorismo” a ações políticas e mencionou os ataques às instituições ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
Além disso, Lula afirmou que as organizações criminosas produzem efeitos concretos sobre moradores das periferias. Segundo o presidente, a população que vive nessas regiões sofre diretamente com a atuação das facções.
No mesmo evento, o governo federal apresentou ações de integração entre diferentes forças de segurança. O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que União e governo do Rio de Janeiro trabalham em conjunto para ampliar o enfrentamento ao crime organizado e desenvolver planos operacionais integrados.
Presidente também fala sobre recursos naturais
Lula também mencionou a relação entre os Estados Unidos e os recursos naturais brasileiros. Durante a cerimônia, o presidente afirmou que Donald Trump teria interesse em petróleo, minerais críticos e terras raras do Brasil.
Nesse contexto, Lula citou a Margem Equatorial e defendeu que o país mantenha controle sobre seus recursos naturais. A declaração ocorreu no mesmo discurso em que o presidente tratou da atuação contra organizações criminosas.
O governo brasileiro já havia contestado críticas dos Estados Unidos relacionadas ao combate ao crime organizado. Em nota publicada em setembro, o Ministério da Justiça afirmou que o Brasil desenvolve ações federais de enfrentamento ao crime organizado transnacional e citou iniciativas como a Lei Antifacção e o programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Ações integradas no Rio de Janeiro
A cerimônia ocorreu em meio à ampliação das ações conjuntas de segurança no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério da Justiça, o governo federal e o governo estadual avançaram na elaboração de planos operacionais para áreas consideradas estratégicas, com atuação coordenada das forças de segurança.
Além disso, o governo federal vem realizando operações contra organizações criminosas em diferentes estados. Nesta semana, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) mobilizaram unidades em 19 estados, com ações de investigação e medidas judiciais contra grupos envolvidos em crimes relacionados ao crime organizado.























































