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Caneta emagrecedora no SUS pode baixar preço nas farmácias?

Foto: Reprodução | EMS

A possível entrada das canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS) pode provocar efeitos também no mercado de medicamentos. Segundo especialistas, compras em grande escala pelo governo podem aumentar a concorrência entre fabricantes e, indiretamente, pressionar os preços nas farmácias.

O cenário ganhou força após o governo anunciar a intenção de oferecer medicamentos para tratamento da obesidade pelo SUS. No entanto, a distribuição ainda depende de critérios técnicos, estudos e definição do protocolo de atendimento.

Além disso, o Ministério da Saúde já trabalha para ampliar a oferta desses medicamentos no mercado brasileiro. A estratégia inclui o estímulo à produção nacional e à entrada de novos fabricantes.

Como o SUS pode influenciar os preços?

A lógica está relacionada principalmente ao volume de compras. Caso o SUS passe a adquirir grandes quantidades das canetas, o governo pode se tornar um comprador relevante para as empresas farmacêuticas.

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Dessa forma, fabricantes podem ampliar a produção para disputar contratos públicos. Ao mesmo tempo, a presença de mais empresas no mercado pode aumentar a competição.

O estrategista-chefe da Krivo Capital, Marco Saravalle, avaliou que a entrada das canetas no SUS pode representar um fator de transformação para o setor. Entretanto, ele ressaltou que uma eventual redução dos preços no varejo não ocorreria automaticamente.

Assim, o impacto nas farmácias dependerá de fatores como concorrência, volume produzido, custos de fabricação e condições comerciais.

Produção nacional pode aumentar a concorrência

Outro fator importante é o crescimento da produção brasileira. Em julho, a Anvisa registrou cinco novos medicamentos à base de semaglutida. Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da oferta pode fortalecer a concorrência e contribuir para a redução dos preços.

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Além disso, empresas brasileiras já começaram a produzir medicamentos dessa classe. O Ministério da Saúde informou que dois dos produtos registrados até julho eram fabricados no país.

Em setembro, a pasta também destacou que o mercado brasileiro já conta com 14 canetas emagrecedoras registradas. Segundo o governo, alguns novos produtos chegaram ao mercado com preços até 70% menores.

Por isso, a competição entre fabricantes pode ter efeito relevante sobre o custo dos tratamentos.

Canetas já estão disponíveis no SUS?

Apesar dos anúncios, as canetas emagrecedoras ainda não estão disponíveis de forma ampla no SUS. O Ministério da Saúde conduz um estudo com pacientes do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, para avaliar o uso da semaglutida em pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças.

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O estudo acompanha cerca de 250 pacientes. A iniciativa busca reunir informações clínicas, operacionais e econômicas que possam ajudar na definição de uma eventual incorporação do tratamento à rede pública.

Além disso, a Conitec analisa pedidos relacionados à incorporação da semaglutida. Portanto, a oferta para a população dependerá das decisões técnicas e das condições orçamentárias do sistema público.

O preço pode cair nas farmácias?

A possibilidade existe, mas não há garantia de que uma eventual compra pelo SUS provoque imediatamente uma redução no preço para o consumidor.

Isso porque o mercado possui diferentes fabricantes, princípios ativos, apresentações e condições comerciais. Além disso, a redução depende da capacidade das empresas de ampliar a produção e disputar espaço.

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Por outro lado, a entrada de novos medicamentos já aumenta a concorrência. Com mais opções disponíveis, os fabricantes podem ter maior pressão para oferecer preços competitivos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também mantém regras para os preços dos medicamentos. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabelece preços máximos permitidos, enquanto farmácias podem praticar valores inferiores por meio de descontos.

Assim, uma eventual expansão das compras públicas pode contribuir para um mercado mais competitivo, mas o consumidor só verá impacto direto caso essa dinâmica resulte em menores preços no varejo.

Uso das canetas exige acompanhamento médico

Enquanto a discussão sobre preços avança, as autoridades reforçam que as canetas devem ser utilizadas com indicação e acompanhamento profissional.

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A Anvisa também tem adotado medidas contra produtos sem registro ou comercializados de forma irregular. Em setembro, por exemplo, a agência proibiu a importação, distribuição, venda, propaganda e uso de uma caneta de GLP-1 chamada T36, que não possuía registro sanitário no Brasil.

Portanto, a possível expansão do acesso pelo SUS não elimina a necessidade de controle sanitário. Ao contrário, a ampliação da oferta depende de medicamentos registrados, fiscalização e protocolos definidos pelas autoridades de saúde.

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