O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta sexta-feira (2) que nações democráticas não devem interferir no processo eleitoral de outros países.
A declaração ocorreu durante entrevista ao SBT. Na ocasião, Nunes Marques comentou as preocupações envolvendo possíveis interferências internacionais nas eleições brasileiras.
Segundo o presidente do TSE, países democráticos podem compartilhar experiências. No entanto, ele afirmou que essa troca não deve representar interferência no processo eleitoral de outra nação.
Além disso, Nunes Marques destacou os desafios relacionados à desinformação e ao uso da inteligência artificial (IA) durante as Eleições 2026.
IA é desafio para as eleições
De acordo com Nunes Marques, a evolução das ferramentas de inteligência artificial exige atenção da Justiça Eleitoral. Entre os principais riscos estão os conteúdos manipulados e os chamados deepfakes.
O TSE já estabeleceu regras para o uso de IA durante a campanha eleitoral. As normas tratam da produção e divulgação de conteúdos gerados ou modificados por essas tecnologias.
Além disso, o tribunal firmou acordos com plataformas digitais para ampliar o combate à disseminação de conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto.
Em agosto, o TSE também firmou uma parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU). O acordo busca estabelecer boas práticas para o uso de inteligência artificial nas campanhas e reforçar ações contra a desinformação.
TSE monitora desinformação
Nunes Marques já havia destacado a preocupação com o uso abusivo da inteligência artificial durante as eleições. Em maio, o ministro afirmou que a Justiça Eleitoral precisava estar preparada para enfrentar deepfakes, desinformação e ataques ao sistema eleitoral.
Por isso, o TSE ampliou as ações de cooperação com empresas de tecnologia ao longo de 2026. Entre as iniciativas está uma parceria voltada ao combate aos deepfakes de voz produzidos com inteligência artificial.
O primeiro turno das Eleições 2026 ocorre neste domingo (4). Os eleitores vão escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.
