Entre 600 mil e 1,6 milhão de pessoas participaram de uma jornada de protestos e greves na França nesta quinta-feira (5). As manifestações reuniram trabalhadores e estudantes contra o aumento do custo de vida e em defesa de melhores salários e dos serviços públicos.
Segundo o Ministério do Interior francês, cerca de 600 mil pessoas participaram dos atos em todo o país. Já os sindicatos estimaram 1,6 milhão de manifestantes, sendo aproximadamente 350 mil em Paris.
A mobilização representa um aumento em relação aos protestos anteriores realizados neste outono europeu. Na manifestação de 6 de outubro, os sindicatos estimaram cerca de 450 mil participantes.
O número divulgado pelas entidades sindicais nesta quinta-feira é comparável ao registrado durante o auge das manifestações contra a reforma da Previdência, no inverno de 2023.
Protestos não registram incidentes graves
Até a divulgação do balanço, as autoridades francesas não haviam registrado incidentes graves durante as manifestações. O país ainda enfrenta repercussões dos episódios de violência urbana ocorridos em 17 de outubro.
Naquela ocasião, pelo menos 3 mil estabelecimentos comerciais foram saqueados e vários edifícios incendiados, incluindo a sede da Prefeitura de Limoges.
Governo anuncia reunião com sindicatos
Após os protestos desta quinta-feira, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou uma conferência social para segunda-feira (9), com a participação de sindicatos e representantes patronais.
O encontro deverá discutir medidas relacionadas ao poder de compra e aos salários. Entre as principais reivindicações dos manifestantes estão o reajuste do salário mínimo, o aumento dos salários em geral, mais justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos.
A perda do poder de compra, agravada pelo aumento dos preços dos combustíveis, está entre os principais motivos da mobilização. O governo francês também enfrenta pressão para equilibrar as contas públicas e prevê um ajuste fiscal para 2027.
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