Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Política

Proposta de retomar emendas parlamentares suspensas é vetada por Flávio Dino

Ministro Flávio Dino considera inconstitucional regra da reforma da Previdência que reduziu aposentadoria por invalidez e defende cálculo integral dos benefícios.
Foto: Reprodução/YouTube STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu, neste domingo (21), os efeitos de uma proposta aprovada pelo Congresso Nacional que previa a retomada do pagamento de emendas parlamentares não quitadas pelo governo federal entre os anos de 2019 e 2023. A decisão impede, desde já, que o texto produza qualquer efeito jurídico.

Leia também:
Eduardo Bolsonaro diz que pode pedir passaporte apátrida

Recentemente aprovada na última quinta-feira (17), a matéria ainda aguardava sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, com a decisão do STF, o projeto perde validade prática, uma vez que não pode entrar em vigor enquanto durar a suspensão determinada por Dino.

Emendas parlamentares sob questionamento no STF

Segundo a decisão, a proposta apresentava problemas formais e materiais. O dispositivo que autorizava o pagamento das emendas parlamentares foi inserido em um projeto que tratava do corte de benefícios fiscais, o que caracteriza um “jabuti” legislativo. Ou seja, tratava-se de um tema sem relação direta com o objetivo original da proposta, mas incluído para facilitar sua aprovação.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Além disso, Dino destacou que a medida poderia comprometer princípios constitucionais, especialmente os relacionados à transparência e ao controle do gasto público. Desde que assumiu uma cadeira no Supremo, em 2024, o ministro passou a relatar ações que buscam justamente ampliar a fiscalização sobre a execução dessas verbas.

As emendas parlamentares representam recursos previstos no Orçamento da União e destinados conforme indicação de deputados e senadores. Embora sejam instrumentos legais, elas têm sido alvo de críticas recorrentes por causa da falta de clareza na destinação e na execução dos valores, sobretudo em exercícios anteriores.

Por outro lado, parlamentares defendiam que a proposta corrigiria pendências antigas e permitiria a regularização de repasses represados. No entanto, conforme argumentou o ministro, a liberação desses recursos sem critérios claros poderia gerar insegurança jurídica e enfraquecer mecanismos de controle.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Notícias relacionadas

Educação

O programa de escolas conectadas ultrapassou a marca de 100 mil instituições públicas com acesso gratuito à internet de qualidade no Brasil. Segundo dados...

Brasil

A nova parcela do Pé-de-Meia 2026 começa a ser paga na próxima segunda-feira (25) para estudantes da rede pública beneficiados pelo programa federal. O...

Justiça

Nessa sexta-feira (22), a Justiça Federal da Flórida, nos Estados Unidos, autorizou o prosseguimento de uma ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do...

Política

A redução da jornada de trabalho voltou ao centro do debate político nacional após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira...

Publicidade

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.

X
AO VIVO