O erro em ação policial foi reconhecido oficialmente pelo governo do Rio Grande do Sul após a morte do produtor rural Marcos Nornberg, de 48 anos, durante uma operação da Brigada Militar no interior de Pelotas. O caso ganhou repercussão estadual e reacendeu o debate sobre protocolos de atuação policial em áreas rurais. O produtor morreu após ser atingido por pelo menos 20 disparos efetuados por policiais.
Leia também:
Acidente na BR-304 envolve colisão transversal entre carreta e carro em Angicos
Segundo o governador Eduardo Leite, a ocorrência envolveu um equívoco na condução da ação. “É uma situação que envolve um erro de entendimento entre as partes. Agora, cabe ao Estado apurar todas as circunstâncias”, afirmou. Desde já, o governo informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar responsabilidades.
As perícias na propriedade começaram ainda na tarde desta sexta-feira (16). Além disso, imagens de câmeras de segurança do local já estão sob análise das autoridades. No entanto, conforme explicou o delegado César Nogueira, ainda não há confirmação sobre como a situação evoluiu até o desfecho fatal.
Erro ação policial é apurado por diferentes órgãos
Conforme as primeiras informações, o produtor rural acreditava que sua propriedade seria alvo de criminosos. Por outro lado, tratava-se de uma ação policial baseada em uma denúncia ainda não confirmada. Segundo o comando da Brigada Militar, houve uma falha grave de comunicação e planejamento.
O comandante da corporação, coronel Cláudio Feoli, afirmou que a constatação de erro não representa um julgamento antecipado. Ainda assim, reconheceu que o agricultor não tinha ciência de que se tratava de policiais. “Ele acreditava que estava diante de criminosos. A partir disso, ocorreu a tragédia”, declarou. Durante a ação, policiais usaram escudo e colete balístico, que, segundo a corporação, foram atingidos por disparos.
Enquanto isso, a Corregedoria da Brigada Militar apura se a operação foi motivada por uma denúncia falsa repassada por presos. Além disso, a Polícia Civil não foi comunicada previamente e não havia mandado judicial, apenas a expectativa de flagrante.
Ao todo, 17 policiais envolvidos foram afastados das funções e encaminhados para avaliação biopsicossocial. A investigação também analisa uma denúncia de tortura apresentada pela família da vítima. Certamente, o caso amplia a pressão por mudanças nos protocolos operacionais.
O professor de direito Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo avalia que o Estado deve indenizar a família. “Embora isso não repare a perda, é uma medida necessária e pedagógica”, afirmou.





















































