O tiro acidental de PM registrado no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, deixou ferido um auxiliar de limpeza na madrugada do último sábado (24). A vítima, Lourivaldo Vieira dos Santos, de 50 anos, saía para trabalhar quando foi atingida por um disparo durante uma ação policial de fiscalização de motos irregulares. O homem recebeu atendimento imediato, passou por cirurgia e permanece internado em estado estável.
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Segundo informações preliminares, a ocorrência envolveu uma abordagem a um motociclista que circulava sem capacete e com veículo sem emplacamento. Durante a tentativa de abordagem, o condutor fugiu. No entanto, no decorrer da ação, o policial militar Luiz Henrique Braz dos Santos, de 26 anos, efetuou um disparo que acabou atingindo Lourivaldo, que transitava pela via no momento.
Tiro acidental ocorreu durante fiscalização
Conforme relato do próprio policial, o disparo aconteceu após ele acreditar que o suspeito teria levado a mão à cintura, aparentando sacar uma arma de fogo. Dessa forma, o agente afirmou ter agido em legítima defesa. Posteriormente, segundo a Polícia Militar, pessoas teriam procurado os agentes alegando terem sido vítimas de roubo cometido pelo mesmo motociclista.
Apesar disso, o tiro não atingiu o suspeito e acabou ferindo o auxiliar de limpeza. Logo após o ocorrido, Lourivaldo foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro do Campo Limpo. Certamente, o atendimento rápido contribuiu para a estabilização do quadro clínico da vítima, que segue sob observação médica.
Investigação segue na Justiça Militar e Polícia Civil
Depois do fato, Luiz Henrique foi preso em flagrante. Entretanto, após audiência de custódia na Justiça Militar — órgão responsável por julgar crimes cometidos por militares em serviço —, o policial obteve liberdade provisória. A Polícia Militar informou que todos os procedimentos legais foram adotados e que a audiência confirmou a regularidade da prisão.
Paralelamente, a Polícia Civil também investiga o caso. Assim, os investigadores realizam diligências para esclarecer todas as circunstâncias do disparo, inclusive a dinâmica da ação policial e a conduta dos envolvidos. Conforme especialistas, a apuração conjunta é comum em casos que envolvem militares e vítimas civis.






















































