Dois homens que ficaram presos preventivamente por suspeita de envolvimento em um roubo ocorrido em 7 de janeiro de 2021 aguardam a análise de um pedido de revisão criminal pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Tiago permaneceu detido por nove meses, enquanto Wilenildo ficou preso por onze meses.
O caso voltou a ser discutido após questionamentos sobre falhas no inquérito policial e no processo judicial. Em entrevista, um dos envolvidos afirmou que não sabe pilotar motocicleta, o que, segundo ele, contraria a versão apresentada na investigação. Ele relatou que a prisão ocorreu sem a apresentação de provas materiais e que a acusação teria sido baseada apenas em características físicas atribuídas aos suspeitos.
A defesa dos dois homens é conduzida pela advogada Jandaína Serpa, que apontou inconsistências tanto no inquérito quanto no processo. De acordo com ela, o reconhecimento dos suspeitos foi realizado à noite, em via pública, e a vítima estaria a certa distância, com o rosto coberto no momento do crime. A advogada também afirmou que etapas previstas no processo penal não teriam sido observadas.
Segundo a defesa, o caso passou a ser acompanhado a partir de 2025, quando foi protocolado um pedido de revisão criminal junto ao TJRN. A solicitação busca o reconhecimento de nulidades processuais.
A sustentação oral do pedido está marcada para o dia 25, quando o Tribunal de Justiça deverá analisar os argumentos apresentados. O resultado poderá manter ou modificar a decisão anterior.






















































