Trump critica Israel após um ataque realizado por forças israelenses no Líbano neste domingo (14), justamente no momento em que os Estados Unidos tentam concluir um acordo preliminar com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A declaração do presidente americano chamou atenção por ocorrer em meio a negociações consideradas decisivas para a estabilidade da região.
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Donald Trump afirmou que a ofensiva israelense em Beirute não deveria ter ocorrido em um dia considerado importante para o avanço das conversas diplomáticas. Segundo o presidente dos Estados Unidos, o momento exige cautela para evitar obstáculos ao entendimento entre as partes envolvidas.
O bombardeio atingiu a região de Ghobeiri, no sul da capital libanesa. Conforme autoridades do Líbano, a ação deixou pelo menos três mortos e outras 16 pessoas feridas. Por outro lado, Israel informou que o alvo da operação eram integrantes do grupo Hezbollah, organização considerada aliada do governo iraniano.
Trump critica Israel e pede avanço das negociações
Durante publicação na rede social Truth Social, Trump reconheceu o direito de Israel à autodefesa, mas avaliou que a resposta militar foi desproporcional diante do episódio que motivou a operação.
“O ataque desta manhã em Beirute não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão especial em que estamos tão perto de um acordo de paz com o Irã”, afirmou o presidente americano.
Além disso, Trump declarou que as negociações permanecem avançadas e demonstrou confiança em uma solução diplomática. Segundo ele, os Estados Unidos seguem próximos de concluir os termos de um entendimento que pode abrir caminho para uma paz duradoura na região.
Enquanto isso, negociadores iranianos demonstraram insatisfação com a ofensiva israelense. De acordo com representantes de Teerã, o episódio levantou dúvidas sobre a capacidade de Washington em garantir compromissos voltados à segurança regional.
Irã admite que acordo pode demorar mais
Embora exista otimismo em torno das negociações, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, indicou que a conclusão do acordo pode exigir mais tempo.
Segundo ele, a assinatura do memorando pode não ocorrer imediatamente. No entanto, Baghaei ressaltou que as chances de um entendimento nos próximos dias permanecem elevadas.
Fontes ligadas às negociações afirmam que o chamado Memorando de Islamabad prevê um cessar-fogo de 60 dias, incluindo áreas afetadas pelos confrontos entre Israel e Hezbollah. Da mesma forma, o documento também trataria da reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.






















































