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‘Navio Cabaré’: PF investiga abuso sexual e sequestro em cruzeiro com sertanejos Leonardo e Bruno e Marrone

Foto: Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal resgatou quatro jovens, na faixa etária de 18 a 21 anos de idade, sob suspeita de serem vítimas de exploração sexual em um navio de cruzeiro conhecido como ‘Navio Cabaré’ que contou com atrações como os sertanejos Leonardo e Bruno e Marrone.

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A viagem aconteceu, entre os dias 12 e 15 de novembro, no navio MSC Preziosa, fretado pela empresa Promoação, organizadora do evento. Entre as principais atrações do cruzeiro estavam o cantor Leonardo e a dupla Bruno e Marrone, além de Diego & Victor Hugo e outros cantores.

Na noite da sexta-feira (17), a Promoação divulgou uma nova nota sobre o episódio. “A produtora responsável pelo evento nega as acusações e presta todo o apoio às autoridades competentes para que a questão seja esclarecida o mais breve possível, em respeito a todos os seus colaboradores, parceiros, artistas e passageiros. Após realizar uma apuração interna, a empresa está segura de que os fatos serão esclarecidos com a ajuda dos próprios registros da operação no navio. Há mais de 20 anos garantindo experiências únicas e seguras em cruzeiros temáticos no Brasil e no exterior, os organizadores reafirmam seu respeito e compromisso com todos os milhares de passageiros que já estiveram a bordo de seus festivais de música em alto-mar”, declarou a empresa.

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O MSC Preziosa conta com um spa, teatro, cinema 4D, pistas de boliche, além de bares, restaurantes e piscinas e jacuzzi. O preço das cabines do ‘Navio Cabaré’ variava entre R$ 6,5 mil e R$ 8,5 mil.

De acordo com a Polícia Federal, as jovens, naturais dos estados de Santa Catarina e São Paulo, foram contratadas por uma agência para trabalhar como modelos. A ação de resgate, realizada na última segunda-feira, ocorreu após uma delas conseguir contato com a família por telefone.

As quatro jovens relataram, que após chegarem ao navio, perceberam que os funcionários do local forneciam bebidas suspeitas de conter substâncias incomuns. Além disso, as vítimas eram impedidas de se comunicar externamente e só podiam se locomover no navio sob vigilância. Uma delas conseguiu ter acesso a um telefone e fez contato com parentes, que acionaram a PF.

O organizador do evento na embarcação foi preso em flagrante, e pode responder pelos crimes de sequestro ou cárcere privado, assédio sexual, importunação sexual e tráfico de pessoas. De acordo com a polícia, as jovens, naturais dos estados de Santa Catarina e São Paulo, foram contratadas por uma agência para trabalhar como modelos.

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As quatro jovens foram levadas à Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, de onde foram encaminhadas ao IML para a realização de exames. O inquérito segue para apurar a eventual participação de outras pessoas.

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