Justiça

Rosalba Ciarlini é condenada por propina na obra da Arena das Dunas

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Justiça Federal condenou a ex-governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini Rosado, e a construtora Coesa (ex-OAS) por esquema de propina na construção da Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo de 2014. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Ainda cabe recurso.

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Também foram condenados o ex-secretário-chefe do Gabinete Civil e marido de Rosalba, Carlos Rosado, o ex-secretário da Copa, Demétrio Torres, e o então vice-presidente do Sindicato da Construção Civil Pesada do RN, Luciano Silva.

Esquema revelado pela Operação Mão na Bola

Segundo o MPF, entre 2011 e 2014 houve pagamento de propinas com recursos do BNDES, usados para assegurar o contrato da PPP da Arena das Dunas e evitar greves de trabalhadores. Os valores eram repassados por meio de empresas subcontratadas, com serviços fictícios ou superfaturados, para gerar “caixa dois” em dinheiro vivo.

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As provas incluem documentos, dados da Receita Federal e delações premiadas de executivos da OAS, incluindo o ex-presidente Léo Pinheiro, e do doleiro Alberto Youssef.

Penas aplicadas

Rosalba e Carlos Rosado foram condenados a devolver os valores desviados — R$ 123,3 mil e R$ 406,7 mil, respectivamente — além de pagar multa de igual valor, perder eventual função pública, ter os direitos políticos suspensos e ficar proibidos de contratar com o poder público por 14 anos.

Luciano Silva e Demétrio Torres também foram condenados, mas sem perda de função pública. A Coesa foi condenada ao pagamento de multa no valor das propinas e proibida de contratar com o poder público pelo mesmo período.

MPF pede aumento das penas

Na última sexta-feira (12), o MPF recorreu da decisão, pedindo a majoração das multas e valores de ressarcimento, que podem chegar a R$ 655 mil para Rosalba e R$ 1,28 milhão para a Coesa.

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O procurador da República Higor Pessoa, autor do recurso, destacou que as investigações apontaram evolução patrimonial incompatível com a renda declarada e operações financeiras fracionadas para driblar o COAF.

O MPF também pediu a inclusão da pena de perda de função pública para Luciano Silva e Demétrio Torres, inclusive com possibilidade de cassação de aposentadoria.

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