Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Saúde

Cientistas da UFRN criam aparelho capaz de tratar enxaquecas

Pesquisadores da UFRN desenvolvem equipamento inovador que atua como terapia complementar para enxaquecas e zumbidos no ouvido.
Foto: wayhomestudio/Freepik

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Instituto Santos Dumont (ISD) desenvolveram um equipamento inovador que promete auxiliar no tratamento de enxaquecas, zumbidos no ouvido, disfunção autonômica cardíaca, epilepsia e até diabetes.

Leia também:
Vacina brasileira contra covid avança para fase final

Chamado de “Eletroestimulador Auricular do Nervo Vago com Sensor de Frequência Cardíaca Incorporado”, o dispositivo é acoplado ao ouvido e funciona de forma semelhante a um aparelho auditivo — mas, em vez de amplificar sons, realiza estimulação elétrica não invasiva do nervo vago.

Equipamento inteligente e seguro

O sistema foi projetado para ser uma terapia complementar, ou seja, usado junto com o tratamento medicamentoso. Segundo o pesquisador Jason Azevedo de Medeiros, o diferencial está na integração com um sensor de eletrocardiograma (ECG), que monitora a frequência cardíaca em tempo real.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Se o coração ultrapassar ou cair abaixo de determinados batimentos por minuto, o aparelho interrompe a estimulação, garantindo segurança e controle personalizados. Essa tecnologia é considerada um avanço frente aos estimuladores convencionais, que não oferecem essa função de proteção.

Design anatômico e baixo custo

O protótipo do equipamento foi impresso em 3D para garantir conforto e encaixe anatômico no ouvido. Leve, dobrável e com baixo custo de produção, o aparelho pode ser usado em clínicas ou na própria residência do paciente, com baixa manutenção e fácil adaptação.

O design e o software foram desenvolvidos pelo inventor Amon Gonçalves de Melo Neto, que destacou que o dispositivo permite uso prolongado sem desconforto.

Aplicações em pesquisas com HIV

O projeto é resultado de estudos do doutorando Jason Medeiros, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFRN. Ele explica que a ideia surgiu durante uma pesquisa com pessoas vivendo com HIV, onde houve dificuldade em encontrar equipamentos acessíveis e seguros.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

A partir dessa lacuna, nasceu a proposta de um dispositivo de baixo custo, voltado para a aplicação clínica e a pesquisa científica.

Inovação acadêmica e patente

A invenção já teve pedido de patente depositado e conta com colaboração de uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da UFRN. O projeto é vinculado ao grupo de pesquisa Atividade Física e Saúde (Afisa), coordenado pelo professor Paulo Dantas, que destaca o papel da universidade na transferência de tecnologia e inovação social.

“O processo de patenteamento transforma conhecimento científico em inovação prática, com impacto direto na sociedade”, ressalta Dantas.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Notícias relacionadas

Direitos Humanos

Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes de 21 países sofreram algum tipo de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia em um...

Brasil

Uma nova modalidade de fraude conhecida como golpe do sósia usa tecnologia de comparação facial para tentar enganar sistemas de validação de identidade. A...

Brasil

A esposa de Lito, Mila Seidl, negou que autoridades, empresários ou outras pessoas influentes tenham participado do processo que autorizou o acesso ao medicamento...

Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de um remédio experimental Lito para o tratamento do piloto e...

Publicidade

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.