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Prisão de Bolsonaro deixa direita sem rumo em 2026? Veja possíveis nomes

Foto: EVARISTO SA / AFP

A Prisão de Bolsonaro completou uma semana nesse sábado (29) e, desde já, provocou um efeito direto sobre o futuro da direita no país. Mesmo detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente continua sendo a figura central do bloco político que lidera. Além disso, aliados afirmam que nenhuma definição sobre a sucessão de 2026 será tomada sem um sinal claro dele.

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Embora existam movimentações internas, governadores alinhados ao ex-presidente e membros da própria família disputam espaço nos bastidores. Conforme dirigentes do PL, a escolha do candidato será exclusiva de Bolsonaro, não há conversas adiantadas sem a sua autorização.

O vice-líder da minoria, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), reforça que o debate sucessório não é prioridade. Segundo ele, a pauta principal é a votação da anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro. “Queremos votar a anistia e libertar o presidente. A direita só vai decidir o nome para 2026 após concretizarmos a votação”, afirmou.

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Prisão de Bolsonaro e o futuro da direita

Dessa forma, a principal dúvida entre aliados envolve quem poderá ocupar o espaço de liderança em 2026. Segundo o professor de políticas públicas da USP, Pablo Ortellado, cinco nomes concentram as atenções: Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Entretanto, Ortellado avalia que nenhum deles tem viabilidade eleitoral isolada sem o apoio direto de Jair Bolsonaro.

Por outro lado, a definição ainda depende de negociações internas e do impacto da prisão no tabuleiro político. Conforme análises preliminares, a direita tende a aguardar até o início de 2026 para fechar um nome. Isso ocorre porque qualquer movimento antecipado poderia gerar ruído com a base mais fiel, criando disputas internas antes da hora.

Além disso, governadores que pretendem disputar a Presidência precisam deixar seus cargos até abril de 2026. Mesmo assim, nenhum deles pretende se antecipar sem um gesto explícito do líder preso.

Logo, o cenário aponta para uma direita paralisada. Mesmo preso, Bolsonaro segue como principal cabo eleitoral do grupo. Como resultado, especialistas entendem que qualquer candidato apoiado por ele entrará na disputa com chances reais de competitividade no segundo turno.

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