O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, nesta segunda-feira (3), uma ação inédita para mostrar o funcionamento da urna eletrônica e responder a dúvidas sobre o sistema de votação. Durante a transmissão ao vivo, técnicos desmontaram o equipamento e explicaram as camadas de segurança, os mecanismos de auditoria e as etapas de funcionamento do processo eleitoral.
A iniciativa abriu a 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. Além disso, o evento reuniu emissoras públicas e Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em uma transmissão conjunta para ampliar o acesso às informações sobre o equipamento.
TSE detalha funcionamento da urna eletrônica
Durante a apresentação, especialistas do TSE abriram a urna eletrônica e mostraram seus principais componentes. Em seguida, explicaram como o equipamento registra os votos, protege os dados e impede alterações indevidas.
Segundo o tribunal, o sistema utiliza diversas camadas de segurança. Entre elas estão assinaturas digitais, criptografia, lacração física dos equipamentos, registros digitais e procedimentos de auditoria realizados antes, durante e após as eleições.
Sistema passa por auditorias
Além da demonstração, o TSE destacou que a urna eletrônica participa de testes públicos de segurança. Nesses eventos, especialistas convidados tentam identificar vulnerabilidades para que a Justiça Eleitoral aperfeiçoe o sistema antes de cada eleição.
De acordo com o tribunal, os testes realizados para as Eleições 2026 não encontraram falhas que comprometessem o sigilo ou a integridade do voto. As análises serviram para reforçar ainda mais os mecanismos de proteção.
Objetivo é ampliar a transparência
O TSE informou que a ação busca aproximar os eleitores do funcionamento da urna eletrônica e combater a desinformação sobre o processo eleitoral.
Além disso, a Justiça Eleitoral reforçou que o sistema permite diferentes formas de fiscalização e auditoria por partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e outras instituições habilitadas.
Neste ano, a urna eletrônica completa 30 anos de utilização no Brasil. Segundo o tribunal, a informatização do processo eleitoral reduziu a interferência humana na votação e na apuração, substituindo o antigo sistema de votação em papel.



















































