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Uso excessivo das redes preocupa especialistas no Brasil

Foto: Tânia Rêgo

Um estudo internacional revelar que o Brasil é o segundo país do mundo onde a população passa mais tempo diante de telas. Além disso, o levantamento mostra que o país ocupa a mesma posição quando o recorte considera apenas o uso de redes sociais, o que reforça a intensidade da hiperconexão no cotidiano brasileiro.

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Uso excessivo das redes afeta todas as faixas etárias

Segundo pesquisadores, o sentimento constante de ansiedade por estar sempre conectado se tornou comum. O termo FOMO (“Fear of Missing Out”) descreve justamente esse medo de perder algo importante. Além disso, especialistas citam a “nomofobia”, que define o receio extremo de ficar sem o celular — e eu repito, para muitos brasileiros isso é quase impensável. Certamente, esses comportamentos mostram como a dependência digital evoluiu nos últimos anos.

O uso contínuo do celular também está ligado à liberação de dopamina, neurotransmissor que provoca sensação de prazer. Conforme explicam especialistas, essa resposta química ocorre naturalmente ao praticar esportes, caminhar ou socializar. No entanto, em contraste com essas experiências reais, o prazer gerado pelas redes sociais se baseia em estímulos artificiais. A cada clique, novas doses de dopamina reforçam um ciclo difícil de romper.

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Além disso, abandonar o hábito de rolar a tela não é simples. As plataformas utilizam mecanismos criados para manter o usuário conectado. Depois de um simples vídeo, o algoritmo apresenta outro, e outro — e, antes disso, horas já se passaram sem que a pessoa perceba.

O médico psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Hospital das Clínicas da USP afirma que a perda de controle, antes atribuída principalmente aos jovens, hoje atinge todas as idades. Embora muitos idosos busquem as redes para diminuir a solidão, o uso exagerado pode evoluir para um quadro de adoecimento digital. Segundo ele, o recurso funciona “como queijo com goiabada”: combina fácil, mas em excesso vira problema.

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