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Câmara aprova suspensão por seis meses do mandato de Glauber Braga

A Câmara aprovou a suspensão de seis meses do mandato de Glauber Braga após denúncia de quebra de decoro. Decisão substitui pedido de cassação.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A suspensão de Glauber Braga por seis meses foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (10). O resultado final foi de 318 votos a favor, 141 contra e 3 abstenções. A decisão substituiu o pedido de cassação recomendado pelo Conselho de Ética.

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O deputado foi acusado pelo partido Novo de quebrar o decoro parlamentar ao expulsar, com empurrões e chutes, o então membro do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. O episódio ocorreu em abril do ano passado e foi registrado em vídeo.

Glauber alegou perseguição e afirmou que reagiu após ofensas contra sua mãe, que enfrentava Alzheimer avançado. Segundo ele, as provocações ocorreram repetidas vezes em locais públicos.

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Sessão e argumentos

A decisão foi formalizada com a aprovação do Projeto de Resolução 86/25, já promulgado como Resolução 32/25. Em discurso no Plenário, o deputado disse não se arrepender da ação e afirmou que a cassação, se votada, teria motivação política ligada às críticas que faz às emendas parlamentares.

Deputados do Psol, incluindo sua esposa Sâmia Bomfim, defenderam que a suspensão de Glauber Braga evita incentivar comportamentos de provocadores profissionais.

Reações a favor e contra

O relator do processo no Conselho de Ética, Paulo Magalhães (PSD-BA), evitou retomar as acusações, afirmando que a análise já estava consolidada. Já o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu a cassação por “conjunto da obra”.

Kim Kataguiri (União-SP), apesar das críticas, apoiou a punição mais branda e alertou sobre a normalização de agressões físicas no Parlamento.

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A líder do Psol, Talíria Petrone, agradeceu aos deputados de centro e direita que votaram para substituir a cassação pela suspensão.

Debate sobre votação remota

Deputados da base do governo criticaram a autorização para voto remoto, alegando que o formato poderia fragilizar a legitimidade da decisão. Porém, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a medida e disse que o modelo amplia participação e garante segurança institucional.

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