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Universidades Federais do Nordeste defendem recomposição orçamentária

Universidades Federais do Nordeste alertam para cortes no orçamento de 2026 e defendem recomposição para garantir inclusão e desenvolvimento regional.
Foto: Marcos Elias de Oliveira Júnior

As Universidades Federais do Nordeste defendem recomposição orçamentária para garantir a permanência estudantil, a inclusão social e o desenvolvimento regional. O posicionamento foi reforçado em nota divulgada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que manifestou preocupação com os cortes aprovados pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026.

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Segundo a entidade, a redução de recursos compromete o funcionamento das universidades e ameaça políticas essenciais, especialmente a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), fundamental para assegurar que estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica consigam permanecer no ensino superior público.

Impacto direto na assistência estudantil

A Andifes alerta que o orçamento destinado ao PNAES, nos níveis atualmente previstos, é insuficiente para atender às demandas das instituições federais. A política garante auxílios como moradia, alimentação, transporte e apoio pedagógico, considerados decisivos para reduzir a evasão acadêmica.

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Com os cortes aprovados, universidades relatam dificuldades para manter esses programas, o que pode afetar diretamente milhares de estudantes em todo o país, sobretudo no Nordeste, região que concentra um elevado número de alunos oriundos de famílias de baixa renda.

Papel estratégico das universidades federais

As universidades federais são apontadas como instrumentos estratégicos no enfrentamento das desigualdades sociais e regionais. Nas últimas décadas, essas instituições passaram por um processo de expansão e interiorização, ampliando significativamente o acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade.

No Nordeste, essa política pública teve impacto direto na democratização do acesso à universidade e na indução de um desenvolvimento regional mais equilibrado, baseado na educação, na ciência, na tecnologia e na inovação.

Desenvolvimento regional e serviços à população

Além da formação acadêmica, as universidades federais desempenham papel relevante na promoção da cultura, na produção científica e na oferta de serviços à população. Hospitais universitários, clínicas-escola e projetos de extensão contribuem diretamente para a melhoria da qualidade de vida nas comunidades onde estão inseridas.

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Para os reitores e reitoras da região, a redução de recursos ameaça não apenas o ensino, mas também essas ações que beneficiam diretamente a sociedade.

Reitores cobram suplementação do orçamento

Diante do cenário, os dirigentes das Universidades Federais do Nordeste afirmam que a proposta orçamentária enviada pelo Governo Federal ao Congresso já se mostrava insuficiente antes mesmo dos cortes promovidos durante a tramitação do PLOA de 2026.

Em nota conjunta, os gestores reforçam a necessidade urgente de recomposição e suplementação do orçamento das universidades federais, defendendo um financiamento adequado e sustentável da educação superior pública.

Defesa da educação pública e do futuro do país

As universidades reafirmam o compromisso com a defesa do direito à educação e com a construção de um projeto de desenvolvimento social, econômico e humano para o Nordeste e para o Brasil.

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Para a Andifes e os reitores da região, garantir recursos para o ensino superior público é condição indispensável para assegurar inclusão social, reduzir desigualdades e promover um futuro mais justo e sustentável para o país.

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