Um grupo de golfinhos encalhados na Redinha, na zona Norte de Natal, mobilizou moradores e equipes ambientais na tarde deste domingo (4). Entre dez e 12 animais ficaram presos próximos à faixa de areia. Apesar da tentativa de resgate, um dos golfinhos morreu após o atendimento.
Inicialmente, moradores perceberam a presença dos animais em águas rasas. Em seguida, vídeos e fotos circularam nas redes sociais e mostraram a população ajudando a devolver parte do grupo ao mar. Ainda assim, um dos golfinhos permaneceu encalhado e não resistiu.
Encalhe é classificado como fenômeno em massa
De acordo com o biólogo Daniel Solon, presidente do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam), o caso se enquadra como encalhe em massa, situação caracterizada pela presença de dois ou mais animais vivos na praia.
Segundo ele, a equipe técnica foi acionada no fim da tarde e conseguiu chegar ao local enquanto um dos golfinhos ainda estava vivo. No entanto, apesar do atendimento, o animal morreu pouco depois.
Além disso, relatos indicam que a população conseguiu reintroduzir a maioria dos golfinhos ao mar antes da chegada dos especialistas. “Pelas informações recebidas, cerca de dez animais foram devolvidos ao oceano. Com base nos registros, entendemos que se trata de um encalhe em massa”, explicou Solon.
Espécie ainda passa por análise
Quanto à espécie, os especialistas ainda não chegaram a uma confirmação definitiva. Conforme o Cemam, os animais pertencem a um grupo de golfinhos oceânicos, possivelmente da família Stenella, cujas espécies são muito semelhantes entre si.
“Ainda temos dúvidas sobre a espécie exata. No entanto, sabemos que é um animal oceânico, que não costuma viver tão próximo da costa, embora possa se aproximar em determinadas situações”, afirmou o biólogo.
Comportamento em grupo pode explicar o encalhe
Outro fator observado é o comportamento social desses golfinhos. Segundo Solon, trata-se de uma espécie que vive em grupo e segue um líder. Por isso, quando um animal se desorienta, os outros tendem a acompanhá-lo.
“Eles vivem em grupo. Então, quando ocorre um encalhe, geralmente há um líder e os demais seguem, o que pode levar vários animais à mesma situação de risco”, destacou.
Golfinho morto passa por necropsia
O golfinho que não resistiu foi recolhido pela equipe técnica e encaminhado para necropsia. O exame deve ajudar a identificar a espécie, além de apontar possíveis causas do encalhe e da morte do animal.
Segundo o Cemam, os resultados da análise serão fundamentais para compreender o fenômeno e orientar futuras ações de prevenção e resposta em casos semelhantes no litoral potiguar.





















































