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Brasil e EUA negociam acordo de cooperação contra organizações criminosas durante crise na Venezuela

Brasil e EUA negociam acordo de cooperação contra organizações criminosas e tráfico de drogas em meio à crise na Venezuela.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos negociam um novo acordo de cooperação internacional para o combate a organizações criminosas e ao tráfico de drogas. As conversas ocorrem em meio à crise política na Venezuela e ao esforço do governo norte-americano para ampliar sua influência na América do Sul.

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O diálogo envolve a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a administração do presidente Donald Trump. As tratativas ainda estão em fase inicial, com troca de informações e mapeamento dos principais pontos do possível acordo.

Interesse estratégico dos Estados Unidos

Segundo a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o objetivo é garantir a estabilidade do Hemisfério Ocidental e fortalecer a cooperação contra narcoterroristas, cartéis e organizações criminosas transnacionais.

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Para o governo americano, a prioridade é evitar que facções criminosas da América Latina se instalem no território dos EUA, além de conter o tráfico de armas ilegais.

Foco do Brasil: lavagem de dinheiro

Do lado brasileiro, o interesse está concentrado principalmente em lavagem de dinheiro e recuperação de ativos no exterior. Autoridades do Ministério da Justiça afirmam que investigações da Polícia Federal e da Receita Federal identificaram o envio de recursos ilícitos do crime organizado para os Estados Unidos.

Segundo os órgãos, o dinheiro retorna ao Brasil como investimentos de empresas americanas ou é utilizado para sustentar criminosos no exterior. O governo brasileiro busca ampliar a troca de informações e facilitar a recuperação desses valores, além da prisão de suspeitos.

Contato direto entre Lula e Trump

O presidente Lula conversou por telefone com Donald Trump sobre o tema em dezembro. Na ocasião, o brasileiro sugeriu a prisão de um empresário investigado por fraude bilionária que vive em Miami.

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Integrantes do Ministério da Justiça e das Forças Armadas avaliam que a nova política americana voltada à América do Sul pode abrir espaço para acordos que beneficiem o Brasil.

Atuação militar gera preocupação

Apesar das negociações, há receio entre autoridades brasileiras de que a política intervencionista dos Estados Unidos gere instabilidade no continente. A captura de Nicolás Maduro e ameaças à Colômbia aumentaram a tensão regional.

O interesse americano na atuação militar ficou evidente após a pressão para que o Brasil reconhecesse facções criminosas como organizações terroristas e durante a visita do então chefe do Comando Sul dos EUA ao país, em 2025.

Cooperação para evitar intervenções

O acordo em negociação é visto pelo governo brasileiro como uma forma de conter o avanço de ações unilaterais dos Estados Unidos, demonstrando que a cooperação institucional pode substituir intervenções diretas na região.

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Com informações do SBT News

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