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Acordo Mercosul-UE recebe aval do governo brasileiro

Marina Silva é hospitalizada em Brasília, após suspeita de malária | Valter Campanato / Agência Brasil

Acordo Mercosul-UE  foi comemorado neste sábado (10) pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. A aprovação do acordo comercial pela Comissão da União Europeia, após mais de duas décadas de negociações, marca a criação da maior zona de livre comércio do mundo. Primeiramente, a ministra avaliou de forma positiva os termos pactuados e afirmou que o texto está alinhado aos desafios ambientais, sociais e econômicos da atualidade.

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Em nota oficial, o Ministério do Meio Ambiente destacou que as negociações resultaram em um texto equilibrado. Além disso, segundo Marina Silva, o acordo dialoga diretamente com a agenda ambiental brasileira, ao permitir o crescimento econômico sem abrir mão da proteção da natureza e do enfrentamento à mudança do clima. Assim, o governo avalia que desenvolvimento e sustentabilidade caminham juntos no novo cenário comercial.

A ministra também ressaltou resultados recentes do Brasil na área ambiental. Conforme dados apresentados, o país reduziu o desmatamento na Amazônia em 50% nos últimos três anos e em 32,3% no Cerrado. Ao mesmo tempo, o governo conseguiu abrir mais de 500 novos mercados para o agronegócio. Dessa forma, Marina argumenta que o Brasil demonstra, na prática, que é possível conciliar produção, conservação ambiental e inserção internacional.

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Acordo Mercosul-UE reforça compromissos climáticos

Segundo a ministra, a condução da agenda ambiental pelo governo federal foi decisiva para o avanço das negociações. Depois de 25 anos, o acordo só avançou porque os países envolvidos reconheceram a seriedade dos compromissos assumidos pelo Brasil. “Há confiança de que o governo do presidente Lula conduz uma política ambiental consistente e comprometida com resultados”, afirmou Marina Silva.

Entre os destaques do texto, o acordo reafirma compromissos com a sustentabilidade ambiental e climática. Por exemplo, os países adotam o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, além de reforçarem a soberania nacional na definição de seus próprios padrões ambientais. No entanto, todos assumem obrigações claras de respeito à legislação ambiental.

O documento também prevê instrumentos financeiros ligados às agendas de clima e biodiversidade. Eventualmente, isso pode incluir a valoração dos serviços ambientais prestados pela natureza e mecanismos de financiamento ambiental. Além disso, o acordo estimula a promoção de produtos da bioeconomia e de bens sustentáveis, fortalecendo cadeias produtivas alinhadas à conservação.

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