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Injeção contra HIV será estudada pela Fiocruz em sete cidades

Fernando Frazão/Agência Brasil

A injeção contra HIV começa a ganhar espaço no Brasil como uma alternativa inovadora de prevenção ao vírus. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou, nessa sexta-feira (16), que irá conduzir um estudo nacional para avaliar a incorporação da injeção semestral de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento utilizado será o lenacapavir, desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences.

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A iniciativa ocorre depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última segunda-feira (12), o uso do lenacapavir como profilaxia pré-exposição (PrEP). Diferentemente dos comprimidos de uso diário, a nova tecnologia permite aplicação subcutânea apenas duas vezes ao ano. Assim, o método pode ampliar a adesão ao tratamento preventivo, sobretudo entre públicos com maior dificuldade de manter o uso contínuo de medicamentos orais.

A Anvisa determinou que a injeção contra HIV seja indicada para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, que estejam sob risco de infecção. Além disso, antes do início do tratamento, é obrigatória a realização de teste com resultado negativo para HIV-1, garantindo segurança e eficácia da estratégia preventiva.

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Injeção contra HIV será avaliada em estudo da Fiocruz

O estudo, denominado ImPrEP LEN Brasil, será coordenado pela Fiocruz e terá foco em homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. Conforme a instituição, o objetivo é reunir dados científicos que subsidiem a análise do Ministério da Saúde sobre a possível incorporação da tecnologia ao SUS.

O medicamento será ofertado em sete cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas e Nova Iguaçu. Dessa forma, o estudo busca contemplar diferentes regiões do país e variados contextos sociais e epidemiológicos.

A Fiocruz informou que as doses do lenacapavir já foram disponibilizadas pela Gilead Sciences. No entanto, o início das aplicações depende da chegada ao Brasil de agulhas específicas exigidas para a administração do fármaco. Enquanto isso, as equipes técnicas finalizam os protocolos operacionais e de acompanhamento dos participantes.

 

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