Neste domingo (19), o presidente dos Estados Unidos participa do Fórum Econômico Mundial, na Suíça, após seis anos de ausência. Nesse contexto, o retorno ocorre em um cenário de forte instabilidade global, marcado por tensões diplomáticas, disputas econômicas e críticas crescentes à sua política externa. Ainda assim, apesar do alcance internacional do evento, o principal público-alvo do discurso do republicano segue sendo o eleitor americano.
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Disputa pela Groenlândia: UE convoca reunião de emergência após tarifas de Trump
A presença de Trump chama atenção pela crise envolvendo sua tentativa de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. O tema deve repercutir entre líderes europeus e integrantes da Otan, sobretudo porque o presidente norte-americano ameaçou impor tarifas a países que se oponham à iniciativa. Por outro lado, aliados europeus veem a postura como mais um fator de instabilidade nas relações transatlânticas.
Trump em Davos e o foco no eleitorado interno
Conforme informações da Casa Branca, Trump pretende usar o palco de Davos para reforçar sua agenda econômica e responder às críticas sobre o aumento do custo de vida nos Estados Unidos. Certamente, a questão habitacional ocupará espaço relevante em sua fala. O governo avalia anunciar medidas que permitam o uso de contas de aposentadoria para a entrada na compra de imóveis, uma tentativa de aliviar a pressão sobre a classe média.
No entanto, pesquisas recentes indicam desgaste. Segundo levantamento da CNN, 58% dos americanos consideram fracassado o primeiro ano do novo mandato, principalmente na economia. Assim, o presidente enfrenta crescente desconforto até entre seus apoiadores, especialmente diante da política externa baseada no lema “Estados Unidos em primeiro lugar”.
Além disso, temas como Ucrânia, Gaza, Irã e Venezuela devem dominar os bastidores do fórum. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, busca garantias de segurança antes de um possível cessar-fogo com a Rússia. Ao mesmo tempo, Trump avalia convocar em Davos a primeira reunião do chamado “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza.
Historicamente, o Fórum Econômico Mundial sempre representou uma relação ambígua para Trump. Embora critique as elites globais, ele transita com desenvoltura entre líderes influentes.





















































