A advogada criminalista Paloma Gurgel foi presa na tarde desta sexta-feira (23), em um condomínio de luxo na Zona Sul de Natal, após a Justiça do Ceará expedir um mandado de prisão preventiva e também de busca e apreensão. A ordem judicial foi cumprida por uma equipe da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Leia também:
MPRN prende empresário apontado como líder de esquema de sonegação de impostos
A advogada é investigada por vínculos tanto com organizações criminosas que atuam tanto Rio Grande do Norte, quanto no Ceará. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Estado do Ceará.
De acordo com as investigações, Paloma, é investigada por envolvimento em organização criminosa com atuação interestadual. Ela já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em julho de 2025, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, relacionada a fatos semelhantes.
Em 2017, Paloma Gurgel já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão por suposta participação em crimes de facilitação de fuga, falsidade ideológica e material, tráfico de influência e organização criminosa, no âmbito da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).
À época, as investigações apontavam possível atuação irregular ligada a internos do sistema prisional.
Prisão em 2019 no Ceará
Em 2019, a advogada chegou a ser presa em Fortaleza, após um incidente com agentes penitenciários durante a escolta de um cliente em um consultório médico.
Ela foi autuada em flagrante por crime de desacato, enquanto um dos agentes foi indiciado por abuso de autoridade. Após pagar fiança de R$ 10 mil, Paloma foi liberada e realizou exame de corpo de delito na sede da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).
Atentado em 2015
Em dezembro de 2015, Paloma Gurgel sofreu um atentado a tiros na Avenida Ayrton Senna, no bairro de Neópolis, em Natal. Segundo relato à imprensa na época, ela já vinha recebendo ameaças de morte devido à sua atuação como advogada criminalista.
“Quando percebi que ele iria atirar, subi meu braço para me proteger. O primeiro tiro atingiu meu braço direito, atingindo um nervo, o que pode me deixar com sequelas na mão”, contou.
A advogada afirmou que foi atingida por um disparo no braço e que outros tiros atingiram sua bolsa. Fingindo estar morta, permaneceu imóvel até que o atirador fugisse após se assustar com gritos de testemunhas. O suspeito teria fugido em uma caminhonete preta.
As diligências desta sexta-feira (23) foram acompanhadas pela Ordem dos Advogados do RN (OAB-RN) para que fossem garantidos “o respeito, as normas legais e institucionais aplicáveis aos direitos da advogada”.
Após a prisão em Natal, nesta sexta-feira (23), Paloma Gurgel permanece à disposição da Justiça.



















































