Status legal de imigrantes nos Estados Unidos foi preservado após uma decisão judicial que bloqueou uma iniciativa do governo do presidente Donald Trump. Neste sábado (24), a juíza federal Indira Talwani, de Boston, concedeu uma liminar preliminar que impede o encerramento de programas de entrada condicional humanitária. A medida afetaria mais de 8.400 familiares de cidadãos norte-americanos e de portadores de green card que vivem legalmente no país.
Leia também:
Trump e Groenlândia: três pontos do conflito internacional
A decisão impede o Departamento de Segurança Interna (DHS) de suspender os programas que atendem imigrantes de Cuba, Haiti, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras. Esses mecanismos permitem que cidadãos dos EUA ou residentes permanentes legais patrocinem familiares, garantindo moradia e autorização de trabalho enquanto o visto definitivo não é liberado. Assim, milhares de famílias seguem com respaldo jurídico temporário.
Status legal de imigrantes e os programas humanitários
Os programas barrados pelo governo Trump foram criados ou ampliados durante a gestão do democrata Joe Biden. Conforme o governo anterior, a proposta buscava organizar a imigração legal e, ao mesmo tempo, reduzir travessias irregulares na fronteira. Além disso, as regras estabeleceram critérios formais de patrocínio e checagem, o que trouxe previsibilidade ao processo migratório.
No entanto, em dezembro, o DHS anunciou o encerramento das iniciativas. Segundo o departamento, os programas contrariariam as prioridades migratórias do governo Trump e teriam sido utilizados de forma indevida. Ainda assim, a pasta não apresentou dados concretos que comprovassem fraudes generalizadas ou falhas graves de segurança. O fim das autorizações estava previsto para 14 de janeiro, mas já havia sido suspenso por uma decisão temporária da mesma juíza.
Juíza aponta falhas do governo
Na liminar, Indira Talwani destacou que o DHS, sob comando da secretária Kristi Noem, não comprovou as irregularidades alegadas. Além disso, a magistrada afirmou que o governo não avaliou se os imigrantes teriam condições reais de retornar aos países de origem. Muitos beneficiários, segundo a decisão, venderam casas, deixaram empregos e reorganizaram completamente a vida com base em políticas oficiais do próprio Estado.
Nomeada pelo ex-presidente Barack Obama, Talwani classificou a mudança de política como “arbitrária e caprichosa”. Para ela, qualquer alteração deveria considerar os impactos diretos sobre as famílias envolvidas. Logo, até o julgamento final da ação, os programas permanecem em vigor, garantindo estabilidade temporária e evitando uma ruptura imediata no status legal de imigrantes afetados.






















































