O adolescente agredido pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso morreu após 16 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, no Distrito Federal. A morte de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, registrada neste sábado (7), amplia a gravidade do caso ocorrido na madrugada de 23 de janeiro, em Vicente Pires.
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Rodrigo estava em coma profundo desde o dia da agressão. Conforme informações médicas, ele sofreu traumatismo craniano depois de ser atacado e bater a cabeça contra a porta de um carro. Apesar dos esforços da equipe hospitalar, o quadro clínico permaneceu irreversível até a confirmação do óbito.
O agressor, Pedro Turra, de 19 anos, ex-piloto expulso da Fórmula Delta para a temporada de 2026, cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda desde o dia 2 de fevereiro. Além disso, na sexta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, mantendo a custódia cautelar.
Adolescente agredido e possível mudança na tipificação do crime
Inicialmente, Turra respondia por lesão corporal gravíssima. No entanto, com a morte do adolescente agredido, a tipificação do crime pode mudar para homicídio. Segundo o advogado da família da vítima, Albert Halex, em declaração ao SBT News, a reclassificação dependerá da conclusão dos laudos periciais e do avanço das investigações.
Logo após o crime, Turra chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 24,3 mil. Posteriormente, diante da repercussão e de novos elementos colhidos, a Justiça decretou sua prisão preventiva em 30 de janeiro. Além disso, surgiram ao menos outras três ocorrências de agressão atribuídas ao ex-piloto.
Na última semana, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontou uma reviravolta na apuração. Antes, a motivação do ataque teria sido um desentendimento banal envolvendo um chiclete. Contudo, novas informações indicam que Rodrigo teria se aproximado, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra, também piloto.
De acordo com a polícia, esse jovem teria pedido que Turra fosse ao local para “dar um susto” no adolescente. Assim, a agressão passa a ser analisada como uma possível ação premeditada, caracterizada como emboscada motivada por ciúmes e com participação de mais de uma pessoa.
