Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Justiça

STF enquadra caixa dois como improbidade administrativa

Foto: STF | Agência Brasil

O STF enquadra caixa dois como improbidade administrativa ao decidir, por unanimidade, que o uso de recursos não declarados em campanhas eleitorais pode gerar punição além da esfera eleitoral. O entendimento amplia a responsabilização de políticos acusados dessa prática, que poderão responder tanto por crime eleitoral quanto por improbidade administrativa, desde que existam provas suficientes para cada infração.

Leia também:
Jovem relata que ministro do STJ apalpou e pressionou o corpo contra o dela

A decisão foi tomada nessa sexta-feira (6), durante julgamento virtual do plenário da Corte. A votação eletrônica, iniciada em dezembro do ano passado, foi concluída agora, consolidando o posicionamento do Supremo sobre o tema. Conforme o entendimento firmado, as duas esferas de responsabilização são independentes, o que permite a aplicação simultânea de sanções.

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a existência de um crime eleitoral não impede, por si só, a apuração de atos de improbidade administrativa. Pelo contrário, como resultado do julgamento, ficou definido que caberá à Justiça comum analisar os casos de improbidade, mesmo quando os fatos também configurarem ilícitos eleitorais.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.
STF enquadra caixa dois como improbidade administrativa

Atualmente, os atos de improbidade administrativa tramitam na esfera cível, enquanto as infrações relacionadas ao caixa dois permanecem sob a competência da Justiça Eleitoral. No entanto, com a nova decisão, o Supremo reforça que cada instância deve atuar de forma autônoma, respeitando suas atribuições legais. Assim, um mesmo fato pode gerar consequências jurídicas distintas, sem que isso represente dupla punição pelo mesmo crime.

O voto de Alexandre de Moraes foi acompanhado integralmente pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, André Mendonça, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques. O ministro Gilmar Mendes também seguiu o relator, embora tenha apresentado ressalvas ao entendimento adotado pela maioria.

Segundo especialistas em direito eleitoral, a decisão tende a fortalecer os mecanismos de combate a irregularidades no financiamento de campanhas. Além disso, amplia o alcance das sanções previstas na legislação de improbidade, que podem incluir perda de direitos políticos, multa e proibição de contratar com o poder público.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Notícias relacionadas

Eleições

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (6), pela perda do mandato do vereador Cabo Deyvison...

Eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cumpre agenda de campanha em Natal neste sábado (10). Lula participa de ato...

Política

A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da...

Eleições

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) confirmou o apoio do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e, nesta terça-feira (6),...

Publicidade

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.