O combate ao feminicídio ganhou destaque no pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado na noite desse sábado (7), em rede nacional de rádio e televisão. Na véspera do Dia Internacional da Mulher, o presidente anunciou novas medidas para enfrentar a violência contra as mulheres e defendeu mudanças nas relações de trabalho para melhorar a qualidade de vida feminina.
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Lula apresentou dados preocupantes sobre a violência de gênero no país. Segundo ele, um homem mata uma mulher no Brasil a cada seis horas. Diante desse cenário, o presidente afirmou que a sociedade precisa encarar a realidade e refletir sobre a forma como as mulheres são tratadas.
“Como o nosso país trata as mulheres. E mais do que isso, como nós, homens brasileiros, tratamos as mulheres? Precisamos começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja”, afirmou o presidente durante o pronunciamento.
Além disso, Lula destacou que a maioria das agressões acontece dentro de casa. Segundo ele, o ambiente que deveria representar proteção acaba se tornando o local onde muitas mulheres sofrem violência.
Combate ao feminicídio e novas ações do governo
O combate ao feminicídio também envolve um conjunto de políticas públicas anunciadas recentemente pelo governo federal. Em fevereiro, por exemplo, foi lançado o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que reúne os três poderes com o objetivo de fortalecer ações de proteção às mulheres.
Além disso, o governo anunciou a implantação de um sistema de rastreamento eletrônico que permitirá que vítimas acompanhem a localização de agressores monitorados pela Justiça. Segundo o presidente, a medida pretende aumentar a segurança de mulheres que já denunciaram casos de violência.
Outra iniciativa inclui a criação do Centro Integrado da Segurança Pública. O projeto busca unificar dados e ampliar o monitoramento de agressores em todo o país. Da mesma forma, o governo pretende expandir o programa Casa da Mulher Brasileira, que oferece atendimento especializado para vítimas de violência doméstica.
Ainda como parte das ações, autoridades organizaram um mutirão policial para prender mais de dois mil agressores de mulheres em diferentes regiões do Brasil. Assim, o governo busca reforçar o enfrentamento à violência de gênero.
Durante o discurso, Lula também abordou questões relacionadas ao mercado de trabalho. Segundo ele, a desigualdade social afeta principalmente as mulheres, que muitas vezes acumulam dupla jornada entre trabalho profissional e tarefas domésticas.
Por esse motivo, o presidente voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de trabalho para apenas um de descanso. Conforme Lula, a mudança pode contribuir para melhorar a qualidade de vida, especialmente das mulheres.






















































