O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias a investigação sobre o Banco Master. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (18), após pedido da Polícia Federal. De acordo com o ministro, a medida é necessária para a continuidade de diligências consideradas essenciais. A Polícia Federal solicitou mais tempo para analisar materiais apreendidos durante as investigações.
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A apuração faz parte da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema financeiro e possíveis conexões do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades públicas.
Operação já teve três fases
A investigação já passou por três etapas. A primeira ocorreu em novembro, quando bens de Vorcaro foram apreendidos, incluindo o celular. Na ocasião, foram identificadas operações suspeitas envolvendo o Banco de Brasília.
Em janeiro, a segunda fase resultou na prisão do banqueiro, posteriormente convertida em domiciliar. Também foi determinado o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.
Já na terceira fase, no início de março, Vorcaro voltou a ser preso preventivamente. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de liderar um grupo que ameaçava jornalistas e ex-funcionários.
Além disso, há indícios de acessos indevidos a sistemas restritos de órgãos de segurança internacionais, como FBI e Interpol. Atualmente, ele está em um presídio de segurança máxima em Brasília.
Defesa avalia delação premiada
A defesa de Daniel Vorcaro iniciou conversas sobre a possibilidade de um acordo de delação premiada. O advogado José Luis Oliveira Lima se reuniu com o ministro André Mendonça no STF.
Segundo informações, o encontro tratou de uma possível colaboração conjunta com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob supervisão do Supremo.
Essa foi a primeira sinalização direta da defesa ao STF sobre o interesse em firmar um acordo de colaboração premiada.
Com informações do SBT News
