O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de um contador suspeito de envolvimento em vazamento de dados sigilosos. A decisão reforça que Moraes manda prender investigados ligados a crimes contra a privacidade de autoridades.
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O suspeito foi identificado como Washington Travassos de Azevedo. Segundo as investigações, ele teria acessado ilegalmente informações fiscais de diversas autoridades e pessoas públicas, incluindo parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Além disso, a prisão ocorreu no dia 14 de março, com a realização de audiência de custódia no mesmo dia. Como resultado, a Justiça manteve a detenção do investigado, atendendo a pedido da Polícia Federal.
Moraes manda prender suspeito de vazamento
De acordo com informações do STF e da Procuradoria-Geral da República, o contador teria acessado dados de declarações de imposto de renda de 1.819 pessoas. Entre os alvos estão ministros, parlamentares, empresários e dirigentes de agências reguladoras.
Além disso, as investigações indicam que o acesso ilegal ocorreu ao longo de dois anos, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2026. Durante esse período, o suspeito não apenas visualizou, mas também realizou o download das informações, o que permitiu o armazenamento fora de sistemas oficiais.
Por outro lado, o nome do investigado também apareceu em uma apuração anterior. No início do mês, ele já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão. Conforme a investigação, ele integraria uma organização criminosa especializada na obtenção e divulgação de dados protegidos por sigilo.
Além disso, entre os casos investigados está o acesso a dados da esposa do próprio ministro Alexandre de Moraes. Assim, o episódio ganhou ainda mais relevância dentro do Judiciário.
Enquanto isso, o STF informou que a prisão foi decretada com base em indícios de que o suspeito atuava como um dos mandantes na cadeia de obtenção das informações. Portanto, a medida busca impedir novas ações e garantir o andamento das investigações.
