A decisão que suspende a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro provocou mais uma reviravolta no cenário político do estado. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar na noite de sexta-feira (27), interrompendo o processo que escolheria o governador-tampão.
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Além disso, a medida atende a um pedido do Partido Social Democrático (PSD), que defende a realização de eleição direta. Dessa forma, o partido argumenta que a população deve escolher o novo chefe do Executivo estadual, mesmo em mandato temporário até dezembro de 2026.
Zanin suspende eleição e amplia disputa jurídica
No entanto, a decisão ocorre no mesmo contexto em que o próprio STF havia validado a eleição indireta em julgamento anterior. Ainda assim, Zanin manteve posição divergente da maioria e reforçou a defesa do voto direto. Segundo ele, a renúncia do governador Cláudio Castro pode representar uma tentativa de contornar a Justiça Eleitoral.
Além disso, o ministro destacou que a soberania popular deve prevalecer. Conforme argumentou, a Constituição garante o direito ao voto direto e secreto como base do sistema democrático. Por isso, ele considerou necessário suspender o processo até uma análise mais aprofundada pelo plenário do STF.
Enquanto isso, o cenário político do Rio segue instável. Com a decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, assume interinamente o governo. Assim, a indefinição sobre a sucessão permanece até novo posicionamento da Corte.
A crise institucional se agravou após uma série de eventos recentes. Desde 2025, o estado enfrenta mudanças na linha sucessória, incluindo a saída do vice-governador e o afastamento de lideranças da Assembleia Legislativa. Além disso, a renúncia de Cláudio Castro intensificou o impasse político.
Nesse contexto, a Assembleia Legislativa chegou a realizar uma eleição indireta, mas o processo foi anulado pela Justiça estadual. Como resultado, o estado entrou em um ciclo de decisões judiciais e disputas políticas que dificultam a definição de um novo governador.






















































