O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, foi detido nesta segunda-feira (13) nos Estados Unidos. O caso ganhou repercussão após a confirmação da Polícia Federal de que o Ramagem preso EUA envolve uma ação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando.
Segundo informações iniciais, o ex-parlamentar estava em situação migratória irregular. Isso porque ele utilizava um passaporte que perdeu a validade após a cassação do mandato de deputado federal. Além disso, a operação contou com apoio das autoridades brasileiras.
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Ramagem preso nos EUA e situação irregular
De acordo com a Polícia Federal, a permanência irregular no país motivou a detenção. Ao mesmo tempo, o caso ocorre em meio a um mandado de prisão em aberto no Brasil, o que amplia a complexidade da situação jurídica.
Enquanto isso, o governo brasileiro aguarda mais informações sobre os próximos passos. Entre as possibilidades, está o andamento de um processo de extradição, já solicitado anteriormente às autoridades norte-americanas.
Fuga do Brasil e condenação
Antes de ser localizado nos Estados Unidos, Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina. Segundo investigações, ele atravessou a fronteira com a Guiana em setembro de 2025 para evitar o cumprimento da pena.
Posteriormente, ele passou a viver em território norte-americano. No entanto, a Justiça brasileira já havia determinado sua prisão após condenação a mais de 16 anos por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
Cooperação internacional e próximos passos
Agora, com o Ramagem preso EUA, o caso entra em uma nova fase. As autoridades dos dois países devem intensificar a cooperação para definir os procedimentos legais.
Por fim, especialistas avaliam que a detenção pode acelerar o processo de extradição. Ainda assim, a decisão depende da análise do sistema judicial dos Estados Unidos e do cumprimento dos trâmites internacionais.
