O PCC e CV atuam em pelo menos 12 estados norte-americanos, segundo informações divulgadas pela porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, e ocorre poucos dias após o governo dos EUA anunciar a classificação das duas facções brasileiras como organizações terroristas.
Leia também:
CV e PCC entram em lista de sanções dos EUA
De acordo com Roberson, as autoridades norte-americanas monitoram as atividades dos grupos criminosos há vários anos. No entanto, ela não revelou quais estados registram a presença das organizações nem detalhou a extensão das operações realizadas em território americano.
A representante do governo dos Estados Unidos afirmou que a medida adotada pela administração do presidente Donald Trump busca fortalecer a segurança nacional e ampliar os mecanismos de combate ao crime organizado internacional.
PCC e CV são monitorados por crimes transnacionais
Segundo Amanda Roberson, o PCC e CV estão envolvidos em diversas atividades criminosas que ultrapassam as fronteiras brasileiras. Entre os delitos monitorados pelas autoridades dos Estados Unidos estão o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas, a lavagem de dinheiro e a manutenção de redes financeiras ilícitas.
A porta-voz destacou que especialistas e agentes de segurança trabalham continuamente para identificar organizações consideradas ameaças à segurança do país. Conforme explicou, as ações das facções não se limitam ao Brasil e possuem alcance internacional. No entanto, evitou fornecer detalhes operacionais sobre investigações em andamento. Ainda assim, reforçou que as autoridades acompanham de perto a atuação dos grupos em território norte-americano.
Facções passam a sofrer sanções financeiras
A decisão dos Estados Unidos trouxe novas consequências para as organizações criminosas. Nesta sexta-feira (29), PCC e CV foram incluídos na lista da OFAC (Office of Foreign Assets Control), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro americano.
Como resultado, as facções ficam sujeitas ao bloqueio de bens e ativos eventualmente mantidos nos Estados Unidos. Além disso, a medida permite sanções financeiras e restrições ao acesso ao sistema de transações utilizado no comércio internacional baseado no dólar.
Atualmente, as organizações receberam a classificação SDGT, sigla para Terrorista Global Especialmente Designado. Entretanto, a partir de 5 de junho, passarão a ser enquadradas como FTO (Organização Terrorista Estrangeira).





















































