A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, nesta quarta-feira (22), o uso do medicamento Mounjaro para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil.
Com isso, o remédio, desenvolvido pela Eli Lilly, passa a ser a primeira opção da classe dos agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 liberada para essa faixa etária no país.
Leia também:
Dona do Mounjaro negocia acordo bilionário para tratamento de câncer
Estudos apontam melhora no controle da doença
A Anvisa baseou a decisão nos resultados do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS. Segundo os dados, o medicamento levou à remissão glicêmica em até quatro a cada cinco pacientes avaliados.
Além disso, os pesquisadores observaram redução superior a dois pontos percentuais na hemoglobina glicada, indicador importante no controle do diabetes. Ao mesmo tempo, houve queda de até 12% no Índice de Massa Corporal (IMC), o que reforça o potencial benefício do tratamento.
Brasil tem alta incidência entre jovens
Atualmente, o Brasil registra cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. Nesse cenário, o país figura entre aqueles com maior número de casos na faixa pediátrica.
Por isso, a chegada de uma nova alternativa terapêutica pode ampliar as chances de controle da doença e até de regressão em alguns casos.
Especialista destaca avanço no tratamento
De acordo com Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, a aprovação representa um avanço relevante. Segundo ele, crianças e adolescentes enfrentam uma progressão mais rápida da doença em comparação aos adultos.
Além disso, ele ressalta que as opções disponíveis até então apresentavam limitações no controle dos níveis de glicose. Portanto, o Mounjaro surge como uma alternativa com eficácia robusta e perfil de segurança já estabelecido.
Novo cenário para o tratamento pediátrico
Com a decisão da Anvisa, médicos passam a contar com mais uma ferramenta no combate ao diabetes tipo 2 entre jovens. Dessa forma, o tratamento pode se tornar mais eficiente, especialmente em casos que exigem maior controle metabólico.
Ainda assim, especialistas reforçam que o uso do medicamento deve ocorrer com acompanhamento médico, aliado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividades físicas.
Com informações da CNN.























































