A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN confirmou, nesta segunda-feira (27), cinco novos casos de intoxicação por ciguatera em Natal. Todos os pacientes pertencem à mesma família.
Com isso, o Rio Grande do Norte soma 115 casos da doença. Além disso, somente em 2025, o estado já havia registrado 90 ocorrências, o que levou a Sesap a emitir uma nota técnica com orientações para a população, comerciantes e profissionais de saúde.
Atualmente, o RN é o único estado do país que realiza a notificação sistemática da ciguatera.
O que é a ciguatera
A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas presentes em áreas de corais e recifes.
Nesse processo, peixes menores ingerem essas algas e, posteriormente, transmitem a toxina para espécies maiores. Dessa forma, quando o ser humano consome esses peixes, pode ocorrer a intoxicação.
Entre as espécies mais associadas aos casos no estado estão:
- barracuda (bicuda);
- cioba;
- guarajuba;
- arabaiana;
- dourado.
Além disso, as toxinas são resistentes e não são eliminadas por cozimento, congelamento ou outros métodos de preparo.
Sintomas podem durar semanas
Os sintomas da ciguatera costumam surgir entre 30 minutos e 24 horas após o consumo do pescado contaminado.
Entre os principais sinais estão:
- dor abdominal;
- náuseas e vômitos;
- diarreia;
- dor de cabeça;
- cãibras;
- coceira intensa;
- fraqueza muscular;
- visão turva;
- gosto metálico na boca.
Em alguns casos, os sintomas podem persistir por semanas ou até meses.
Orientações para evitar a intoxicação
Diante do aumento dos casos, a Sesap reforça algumas recomendações importantes. Primeiramente, a população deve procurar atendimento de saúde ao apresentar sintomas, informando o consumo de peixe nas últimas 48 horas.
Além disso, é fundamental:
- identificar a espécie consumida;
- guardar sobras do pescado para análise da Vigilância Sanitária;
- evitar consumo de peixes de procedência desconhecida;
- redobrar atenção com espécies já associadas à doença;
- Atendimento e notificação.
As equipes de saúde devem registrar os casos suspeitos no sistema oficial de notificação e comunicar os órgãos competentes.
Em caso de dúvidas, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN funciona 24 horas por dia. O serviço atende pelo telefone 0800 281 7005 e também via WhatsApp pelo número (84) 98883-9155.
Não há antídoto específico
Por fim, a Sesap destaca que não existe tratamento específico para a ciguatera. Assim, os profissionais de saúde realizam apenas o controle dos sintomas, com hidratação, medicação para dor e acompanhamento clínico.
Portanto, a prevenção continua sendo a principal forma de evitar novos casos da doença no estado.






















































