A Spirit Airlines encerra todas as operações nos Estados Unidos neste sábado (2), após cancelar todos os voos previstos no país. A decisão marca a primeira falência de uma companhia aérea norte-americana desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. Além disso, o colapso da empresa ocorre em meio à disparada dos preços do combustível de aviação.
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Segundo comunicado da Spirit Airlines, os passageiros devem evitar deslocamentos aos aeroportos, já que todos os voos foram suspensos. A empresa, conhecida pelo modelo de baixo custo, vinha enfrentando dificuldades financeiras mesmo antes da crise internacional.
Spirit Airlines encerra após crise no combustível
A decisão de encerrar as atividades ocorreu após reunião do conselho da companhia, realizada na sexta-feira (1º). No entanto, a tentativa de obter apoio de credores fracassou, o que inviabilizou a continuidade das operações. Por outro lado, o governo do presidente Donald Trump chegou a propor um pacote de ajuda de US$ 500 milhões, mas enfrentou resistência política.
O aumento expressivo no preço do combustível foi determinante para o desfecho. Conforme dados do setor, os custos praticamente dobraram após o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. Esse ponto estratégico concentra cerca de 20% da produção global de petróleo e gás, o que impactou diretamente o mercado de aviação.
Antes da crise, a Spirit tinha participação relevante no setor. Entre os dias 1º e 15 de maio, por exemplo, a companhia operaria mais de 4 mil voos domésticos, com mais de 800 mil assentos disponíveis. Entretanto, a demanda já vinha em queda desde o período pós-pandemia, o que agravou a situação financeira.
A empresa já havia recorrido ao Chapter 11, mecanismo de recuperação judicial nos Estados Unidos, em 2024. Embora tenha conseguido reestruturar parte das dívidas em 2025, voltou a enfrentar dificuldades meses depois. Como resultado, o segundo pedido de recuperação não foi suficiente para evitar a falência.
Com o encerramento das operações, companhias como JetBlue Airways e Frontier Airlines devem absorver parte da demanda deixada pela rival. Assim, o mercado pode passar por nova reorganização nos próximos meses.






















































