A Polícia Militar do Rio Grande do Norte passará por uma reestruturação estratégica para ampliar a presença ostensiva nas ruas e modernizar a gestão da segurança pública no estado. A medida foi oficializada pela governadora Fátima Bezerra por meio de uma série de decretos assinados recentemente.
Leia também:
Porte ilegal de arma leva homem à prisão em Macaíba
Segundo o Governo do RN, a mudança busca otimizar a distribuição geográfica das unidades policiais, criar novas funções administrativas e adequar a estrutura operacional ao aumento do efetivo da corporação.
Além disso, a reestruturação altera áreas de atuação de batalhões importantes, como o 6º BPM, em Caicó, o 7º BPM, em Pau dos Ferros, e o 13º BPM, em Currais Novos. Conforme o governo estadual, a nova organização pretende melhorar o suporte operacional e agilizar respostas às ocorrências policiais em diferentes regiões potiguares.
Um dos principais pontos da medida envolve a 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (9ª CIPM), sediada em São Paulo do Potengi. Com o remanejamento de três municípios para a área de Angicos, a companhia passará a atuar em uma área territorial menor, o que deve ampliar a capacidade de apoio tático às cidades atendidas.
Polícia Militar terá novas sedes no interior
A reestruturação também prevê mudanças de sedes em unidades operacionais no interior do estado. A 2ª Companhia do 7º BPM passará a funcionar em Portalegre, enquanto o 2º Pelotão da 9ª CIPM terá sede em Riachuelo.
De acordo com o Governo do RN, essas alterações devem reduzir o tempo de resposta das equipes policiais e fortalecer o policiamento ostensivo em regiões estratégicas.
A 9ª CIPM ficará subordinada ao Comando de Policiamento Regional IV, sediado em João Câmara. Dessa forma, a gestão operacional passará a contar com uma estrutura regional mais integrada.
Outro destaque da reestruturação envolve a modernização da comunicação institucional da corporação. Pela primeira vez, o organograma da Polícia Militar contará oficialmente com a chamada 5ª Seção (PM/5), responsável pela comunicação social.
Segundo o governo, a criação da nova função busca profissionalizar a relação da PM com a sociedade e garantir mais transparência na divulgação das ações policiais.
A gestão estadual informou que toda a reorganização foi planejada para absorver o crescimento real do efetivo policial, priorizando a ampliação do policiamento de rua em várias regiões do Rio Grande do Norte.
