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Cesta básica sobe e pressiona famílias em Natal e no país

Cesta básica sobe e pesa no bolso em Natal

Levantamento do Dieese mostra alta da cesta básica em todas as capitais brasileiras. Em Natal, consumidores também sentem aumento nos preços.

Cesta básica sobe e pressiona famílias em Natal e no país

O valor da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras pelo segundo mês consecutivo. O levantamento foi divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e aponta aumento no custo dos alimentos em diferentes regiões do país.

Embora Natal não faça parte das capitais analisadas mensalmente pelo Dieese, consumidores da capital potiguar também enfrentam aumento nos preços de itens básicos em supermercados, feiras e mercadinhos.

Além disso, cidades do Nordeste seguem entre as mais afetadas pela pressão nos preços dos alimentos, principalmente produtos como leite, arroz, feijão, carne e tomate.

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Fortaleza registra uma das maiores altas do país

Entre os maiores aumentos registrados em abril aparecem Porto Velho, com alta de 5,60%, e Fortaleza, com avanço de 5,46%.

O cenário preocupa consumidores nordestinos porque a inflação dos alimentos impacta diretamente o orçamento das famílias.

Além disso, moradores de Natal relatam aumento frequente nos preços de produtos básicos, principalmente carnes, leite e hortifrútis.

São Paulo tem cesta básica mais cara do Brasil

Segundo o Dieese, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país em abril, com custo médio de R$ 906,14.

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Na sequência aparecem Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis.

Por outro lado, capitais nordestinas apresentaram os menores valores médios. Entre elas estão Aracaju, São Luís e Maceió.

Alta dos alimentos reduz poder de compra

O Dieese aponta que o aumento da cesta básica ocorreu principalmente por causa da alta do leite integral, da carne bovina, do arroz, do feijão e do tomate.

Enquanto isso, apenas o café em pó apresentou queda na maior parte das capitais pesquisadas.

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Além disso, o avanço dos preços reduz o poder de compra das famílias e dificulta o equilíbrio das despesas mensais, especialmente em cidades do Nordeste como Natal.

Trabalhador compromete quase metade do salário

Segundo o levantamento, o trabalhador brasileiro utilizou, em média, 49,57% do salário mínimo líquido para comprar os produtos básicos de alimentação em abril.

Apesar da leve melhora em relação ao ano passado, o percentual ainda representa forte impacto no orçamento familiar.

Com base na cesta básica de São Paulo, o Dieese calcula que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria chegar a R$ 7.612,49.

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