O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (17) que o Pix se tornou um “patrimônio da sociedade brasileira”. A declaração ocorreu durante a 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo, em meio às críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos brasileiro.
Galípolo destacou que o Banco Central continua na linha de frente para defender o Pix, mas ressaltou que o sistema ultrapassou a esfera da autoridade monetária e passou a ser amplamente incorporado pela população.
Segundo o presidente do BC, pesquisas recentes mostram o alto nível de confiança dos brasileiros no sistema. Além disso, ele afirmou que o Pix ganhou reconhecimento internacional e passou a despertar o interesse de outros países.
Bancos centrais buscam integração com o Pix
Durante o evento, Galípolo também afirmou que bancos centrais estrangeiros procuram o Brasil para discutir a conexão entre sistemas de pagamentos instantâneos.
A ideia é ampliar a integração do Pix com outras infraestruturas de pagamentos internacionais. Dessa forma, as transações entre diferentes países podem ficar mais rápidas e baratas.
O último Relatório de Gestão do Pix também aponta esse potencial. De acordo com o documento, a conexão entre sistemas pode reduzir custos, aumentar a velocidade dos pagamentos e ampliar o acesso a operações internacionais.
Além disso, Galípolo citou a possibilidade de acordos bilaterais e da participação em estruturas multilaterais para conectar os sistemas de pagamentos.
EUA criticam modelo brasileiro
A defesa de Galípolo ocorre em um momento de pressão dos Estados Unidos sobre o Pix. O sistema brasileiro entrou no debate comercial entre os dois países depois que autoridades norte-americanas questionaram práticas relacionadas ao mercado de pagamentos brasileiro.
Os Estados Unidos chegaram a citar o Pix entre as questões que, na avaliação do governo de Donald Trump, prejudicariam empresas americanas. O tema também apareceu no contexto das medidas comerciais adotadas contra produtos brasileiros.
Galípolo, por sua vez, voltou a destacar que o sistema brasileiro se tornou uma referência internacional.
Galípolo alerta para riscos nas conexões internacionais
Apesar de defender a expansão do Pix, Galípolo afirmou que a integração entre sistemas exige atenção das autoridades monetárias.
Segundo ele, novas infraestruturas de pagamentos podem criar desafios para a supervisão financeira, a segurança digital e o combate a crimes financeiros. Por isso, os bancos centrais precisam acompanhar a evolução tecnológica e manter regras de controle.
O presidente do BC também defendeu que novas ferramentas de pagamento mantenham processos rigorosos de identificação dos usuários e mecanismos de segurança cibernética.
O que é o Pix?
Criado pelo Banco Central, o Pix permite transferências e pagamentos instantâneos durante 24 horas por dia. Desde o lançamento, o sistema se consolidou como uma das principais formas de pagamento utilizadas no Brasil.
Agora, o BC trabalha para ampliar a infraestrutura do sistema e acompanhar novas tecnologias. Ao mesmo tempo, a autoridade monetária avalia formas de conectar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países.




















































