Senador afirmou que defendeu o agronegócio, o PIX e o etanol durante encontro com o presidente dos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (2) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não imponha tarifas sobre empresas brasileiras. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Itatiaia.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro, o pedido aconteceu durante uma reunião realizada na Casa Branca na semana passada. Na ocasião, ele defendeu setores considerados estratégicos para a economia nacional.
Além disso, Flávio destacou a importância do agronegócio brasileiro no abastecimento mundial. O senador também citou o PIX e o etanol como ativos importantes para o desenvolvimento econômico do país.
De acordo com ele, o Brasil reúne condições para ampliar relações comerciais e fortalecer negociações com os Estados Unidos nos próximos anos.
Senador também abordou combate às facções
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro revelou outro tema tratado no encontro com Donald Trump.
Segundo ele, o senador solicitou que o governo norte-americano classificasse o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Posteriormente, os Estados Unidos anunciaram medidas que incluíram as duas facções em categorias ligadas ao combate internacional ao terrorismo.
Por isso, o assunto ganhou repercussão tanto no Brasil quanto no exterior.
Tarifa sobre produtos brasileiros segue em análise
Apesar do pedido feito por Flávio Bolsonaro, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apresentou uma proposta para aplicar uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras.
Entretanto, Donald Trump ainda precisa decidir se colocará a medida em prática.
Além disso, o governo norte-americano continua avaliando os impactos da proposta sobre as relações comerciais entre os dois países.
Em 2025, os Estados Unidos já adotaram tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. No entanto, negociações posteriores entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduziram parte dessas cobranças.
Enquanto isso, representantes dos setores produtivos acompanham as discussões com atenção. Afinal, uma eventual elevação das tarifas pode afetar exportações brasileiras para o mercado norte-americano.
